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MATURIDADE EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS E DESEMPENHO DOS - page 15 / 24

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Relatórios de Pesquisa em Engenharia de Produção V. 7 n. 07

(toneladas de porte bruto) somente em novos navios. Cerca de 75% das encomendas mundiais são produzidas no leste asiático por países como Japão, China e Coréia do Sul (Lima & Velasco, 1998). O caso asiático exemplifica o importante papel da parceira entre governo e setor privado no sentido de fomentar o crescimento e promover a sustentabilidade do setor naval.

Lacerda (2003) esclarece os fatores que destacaram a indústria naval asiática no cenário mundial

“Alguns aspectos que distinguiram as experiências asiáticas são a importância conferida ao desempenho exportador, a capacidade de absorção de conhecimentos e desenvolvimento de tecnologias, a eficiência dos governos e das burocracias e a qualidade dos incentivos criados pelas políticas para os agentes privados” (p. 43)

Em termos competitivos, as estratégias são diferenciadas entre os asiáticos. Por exemplo, o Japão compete calcado em qualidade superior de mão-de-obra e alta produtividade das plantas instaladas, enquanto a Coréia do Sul baseia-se em baixo custo de mão-de-obra e melhor relação cambial (Lima & Velasco, 1998).

De forma geral, os produtores mundiais distorcem as condições competitivas através de medidas protecionistas e concessão de subsídios. Por exemplo, nos Estados Unidos o tráfego de cabotagem – aquele realizado entre portos dentro do mesmo país - é reservado a navios de bandeira norte-americana construídos e com manutenção no país, de propriedade e tripulados por cidadãos norte-americanos. Outro exemplo foi dado pelo governo sul-coreano ao apoiar a Hyundai Heavy Industries (HHI), subsidiária do grupo Hyundai. O governo concedeu subsídios para montagem de infra-estrutura, garantias financeiras em contratos e permitiu que a HHI levantasse financiamentos no exterior dando garantias governamentais para o empréstimo (Lacerda, 2003).

No Brasil, o primeiro estaleiro foi inaugurado pelo Barão de Mauá, no século 19, em Nitéroi (Rio de Janeiro). Sucumbiu, em parte devido a política anti-industrializante vigente no império. O apoio ao setor naval seria retomado durante o governo Kubitschek (1956-1961) com a criação do plano de metas, política desenvolvimentista que previa estímulo á industrialização de diversos setores, inclusive o naval. Os incentivos viriam com a entrada em vigor da lei do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e seria financiado por um tributo criado para este fim, o Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). Sucederam-se vários planos e políticas explícitas de desenvolvimento do setor naval responsáveis por alçar o país ao posto de segundo produtor mundial na década de 70.  

1ª Versão Recebida em 06/12/06 - Publicado em 23/10/07

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