X hits on this document

Word document

MATURIDADE EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS E DESEMPENHO DOS - page 16 / 24

90 views

0 shares

0 downloads

0 comments

16 / 24

Relatórios de Pesquisa em Engenharia de Produção V. 7 n. 07

Na década de 90, vários fatores contribuíram para o declínio da indústria naval brasileira, destacando-se concessão de subsídios sem a exigência de aumento de produtividade, foco excessivo no mercado interno, encomendas dependentes do setor estatal, deficiências gerenciais e administrativas, problemas de qualidade e prazos de fornecimento dos produtos e longo período de instabilidade econômica com inflação elevada (Lima & Velasco, 1998). Dois fatores ampliaram as perspectivas e foram base para a retomada do setor naval: a lei do petróleo e o programa Navega Brasil. A lei do petróleo abriu o mercado de exploração e refino a novos participantes além da Petrobras e o programa Navega Brasil mudou as condições para concessão de crédito às organizações do setor. Para Pasin (2002), estes fatores aumentaram a demanda por novas embarcações tornando o setor naval atrativo para novos investimentos.

A carteira de produtos do setor naval brasileiro é ampla, abrange desde pequenos barcos de madeira até produtos de alta sofisticação tecnológica como navios de guerra, embarcações de apoio marítimo e plataformas de petróleo. Os maiores estaleiros estão no estado do Rio de Janeiro, reponsáveis pelas encomendas de grande porte. Os estados de Santa Catarina, São Paulo e Amazonas também possuem importantes parques produtores. Atualmente, o mercado nacional é segmentado entre os setores de cabotagem, navios-tanque, embarcações de apoio marítimo, plataformas de petróleo, transporte marítimo de longo curso (cargas e passageiros), navegação interior (pequenas embarcações e navios de pesca) e apoio portuário (Lima & Velasco, 1998; Cortes, 2003).

A Petrobras destaca-se no processo de renascimento do setor naval, devido principalmente às encomendas de embarcações e plataformas de petróleo no segmento marítimo, também chamado offshore (Ferraz, 2002). Para Pasin (2002), a projeção para 2005 indica que o segmento offshore (marítimo) responda por 84,2% da produção brasileira de petróleo.

Os principais tipos de plataformas de petróleo utilizadas pela Petrobras são (Bacia, 2003; Petrobras, 2005):

Plataformas Fixas : Primeiras unidades utilizadas, têm emprego preferencial nos campos com lâminas d`água de até 200 m (águas rasas). Em geral, são constituídas de estruturas modulares de aço, instaladas no local de operação com estacas cravadas no fundo do mar e são projetadas para receber todos os equipamentos de perfuração, estocagem de materiais, alojamento de pessoal, juntamente com todas as instalações necessárias para a produção dos poços.

1ª Versão Recebida em 06/12/06 - Publicado em 23/10/07

Document info
Document views90
Page views90
Page last viewedSat Jan 21 02:46:25 UTC 2017
Pages24
Paragraphs322
Words8235

Comments