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A inserção social dos homossexuais nos padrões de consumo - page 10 / 18

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1993; a criação do primeiro “site” GLS brasileiro na internet, em 1994 pelo Mix Brasil; o Mercado Mundo Mix; a Parada GLBT – Gay, Lésbica, Bissexual e Transgênero; a fundação da ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis, em 1995; a criação do Fórum Paulista de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgênero, em 1999; são alguns exemplos da inserção dos gays no mercado.    

No Brasil já existe mais de 200 empresas voltadas para o consumidor gay, incluindo boates, bares, restaurantes, saunas, agências de viagem, hotéis, SPAS, academias de ginástica, curso de pré-vestibular, estação de rádio, lojas, festivais de cinema, locadoras de vídeo, agências de casamento, feiras de moda alternativa, organização de festas “rave” e sites na internet. (MARTINS, 2001). Dentre as boates mais conhecidas do Brasil temos a “Le Boy”, localizada no Rio de janeiro, do francês Gilles Lascar.

Existem, também, mais de 1000 sites direcionados a comunidade GLS, sendo os principais o Mix Brasil, do Uol, e o GLS Planet, sediado pelo Terra. Esses sites e aquelas empresas faturam mais de R$ 150 milhões ao ano, o que levou a fundação da Associação das Empresas Gays, em 2001.

Segundo TREVISAN, a década de 1990 assistiu a uma definitiva inserção dos homossexuais no mercado, em todos os sentidos, o consumo gay revelou aos olhos da sociedade a capacidade de consumir a partir de necessidades homossexuais. Para ele “a efervescência mercadológica produziu, no Brasil, um novo empresariado homossexual com perfil mais definido e profissionalizado, que de um modo ou de outro acabou se aproximando as lutas pelos direitos civis dos seus consumidores” (2004, p. 367).

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