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Introdução à Ergonomia Página 12 Prof. Mario Cesar Vidal

organização, levantamento dos recursos humanos para formar a consultoria interna, e determina- ção das formas de apresentação de resultados.

A análise da atividade e dos riscos ergonômicos consiste no conjunto de coletas de dados e informações que permitem ao ergonomista realizar as modelagens necessárias para prover mu- danças no ambiente de trabalho. Por risco ergonômico entenderemos a condição ou a prática que traga obstáculos à produtividade, que desafie a boa qualidade ou que traga prejuízos ao conforto, segurança e bem estar do trabalhador.

A etapa de concepção de soluções ergonômicas varia de acordo com a natureza do pro- blema e da forma com a demanda foi instruída e ainda dos resultados da fase anterior.

A implementação ergonômica se constitui na fase final de uma intervenção. 3.1.2 Utilidade

Os trabalhos em ergonomia têm uma dupla vertente: cientifica e prática. Os resultados práticos se traduzem nas mudanças implantadas nas organizações onde as intervenções são reali- zadas. Do ponto de vista científico os resultados das intervenções ergonômicas vão interagir nos diversos campos e áreas do conhecimento. Numa intervenção em uma agência de notícias (Pa- vard et al.,1980), a finalidade era realizar um rearranjo das instalações para torná-la compatível com os procedimentos de editoração eletrônica em redes e da estrutura dinâmica de uma grande redação de jornal. O resultado da intervenção foi efetivamente um rearranjo, porém o estudo no qual se baseou permitiu uma discussão conceitual em arquitetura (Dejean, 1981), teórica em psi- colingüística (Pavard, 1982) e mesmo metodológica em ergonomia (Guérin et al.,1981).

3.1.3 Praticidade

A ergonomia é uma disciplina para a ação sobre o real, e, como tal, se expressa de forma especialmente pertinente para os projetos de mudanças na tecnologia física e de gestão. Os des- dobramentos de uma intervenção ergonômica, no âmbito científico e tecnológico podem ser muitos, mas o que confere a uma ação no ambiente de trabalho, o caráter de intervenção ergo- nômica é o resultado materializado num projeto implantado de mudanças para melhor. Assim, uma intervenção cujo resultado aparentemente pífio seja a redefinição de especificações da com- pra de mobiliário (Santos e Palmer, 1992) é ergonômica na medida em que atinge um resultado em termos de boas modificações da situação de trabalho; inversamente, uma profunda reflexão detalhada e interessante sobre as dimensões psíquicas dos maquinistas ferroviários sem repercus- sões concretas (Moscovici, 1977) não caracteriza uma intervenção ergonômica10.

    • 3.2

      Macroergonomia

      • 3.2.1

        Caracterização

        • O

          ensinamento básico da macroergonomia é que as organizações precisam buscar um

equilíbrio sociotécnico entre pessoas, tecnologias e organização

Tecnologia

Artefatos

Sociofatos

Instrumentos Equipamentos Software

Horários Cultura Contratos

Pessoas

Organização

Mentefatos Competência - Regras - Procedimentos

Figura 4 : Modelo sociotécnico em que se fundamenta a Macroergonomia

10

No jargão de Ergonomistas chamamos a trabalhos desta natureza de “Maionese”.

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

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