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Introdução à Ergonomia Página 20 Prof. Mario Cesar Vidal

A ergonomia tem uma interdisciplinaridade com as ciências cognitivas, mas não é a mesma coisa. As ciências cognitivas tem como foco e objetivo estudar a capacidade e os proces- sos de formação e produção de conhecimento em sistemas em geral, sejam eles naturais ou arti- ficiais (humanos, formigas…) . Já a ergonomia se alimenta de estudos de inteligência natural e busca trazê-los para a tecnologia de interfaces homem-máquina .

Processo perceptivo

Sinal

Detecção

Identificação

Interpretação

Decisão

Ação

Memória de curto prazo

Mensagens

Memória de longo Prazo

Regras e registros Gestos e movimentos

Processo Cognitivo

Processo Motor

Figura 7 : Processo perceptivo, cognitivo e motor (Gagné, 1966, modificado por Vidal, 2000)

4.2.2

Utilidade A ergonomia cognitiva tem como assunto a mobilização operatória das capacidades

mentais do mínimo:

ser humano em situação de trabalho. Este campo da ergonomia tem como programa

Inovações nos equipamentos, sobretudo que no que tange à usabilidade das interfa- ces entre o operador e os equipamentos; Confiabilidade humana na condução de processos, prevenindo as conseqüências dos erros humanos no controle de sistemas complexos e perigosos; Otimização na operação de equipamentos informatizados e seus softwares, preve- nindo seu funcionamento inadequado ou bloqueios; A construção da formação de novos empregados na implantação de novas tecnologi- as e/ou novos sistemas organizacionais; Estabelecimento e manutenção de sistemas seguros, confiáveis e eficientes de co- municação e de cooperação.

A ergonomia cognitiva se subdivide em dois campos: a cognição individual e a cognição coletiva ou social. No campo da cognição individual se reúnem os vários estudos sobre o racio- cínio e tomada de decisão que têm serventia na elaboração de procedimentos e normas operacio- nais. Muitos desses estudos se voltam para a formação profissional, sobretudo nos processos de qualificação e requalificação tão necessários num mundo em sobressalto pela constante introdu- ção de novas tecnologias. No que tange as interfaces, a ergonomia cognitiva tem produzido re- sultados bastante convincentes na engenharia de softwares (amigabilidade) nas interfaces de ins- trumentação e controle (usabilidade). De forma mais ampla as modelagens cognitivas têm possi- bilitado a elaboração de sistemas de controle mais confiáveis. Um bom exemplo da usabilidade de softwares de extrema utilidade são os aplicativos JAVA que identificam os ícones das barras de ferramenta, nem sempre tão evidentes como gostariam que o fossem seus criadores.

No entanto os avanços mais recentes têm sido registrado no âmbito da cognição coletiva, especialmente nos sistemas de interconecção de múltiplos agentes. Os sistemas de controle em rede que envolvem a intervenção simultânea de vários operadores comuns, por exemplo no con- trole de trafego aéreo, têm se disseminado em outras situações industriais e de serviços, numa

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

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