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Introdução à Ergonomia Página 27 Prof. Mario Cesar Vidal

constitui o campo da ergonomia situada, onde se modela a organização baseada na ati- vidade e, mais ainda, qual o lugar da modelagem da atividade na concepção da organi- zação.

  • se conduz na perspectiva da avaliação custo-efetividade: ou seja, busca ao longo da ação avaliar o custo e o retorno propiciado pela Ergonomia para a organização - o que cons- titui o campo da macroergonomia.

  • produz resultados a nível de negócios: ou seja, busca inserir as necessidades de mudan- ças estabelecidas nos campos clássicos, cognitivos e situados numa perspectiva maior da estratégia e da organização da empresa, suas contingências e de mudanças de cultura da organização – o que constitui o campo da antropotecnologia onde se constrói uma engenharia simultânea de produto, de processo e de gestão da produção centrada na ati- vidade de trabalho.

Posto de Trabalho

Situação de Trabalho

Contexto da Atividade

Realidade Antropotecnológica: Tecido Industrial, Geografia Humana, História, Cultura

Figura 9 : as diferentes e complementares ergonomias

Nos termos contemporâneos da ergonomia estaremos olhando para o operador – indivi- dualmente ou em coletivo – como uma pessoa que realiza sua atividade em situação de trabalho socialmente determinada. A pergunta chave da ação ergonômica é portanto:

como transformar as situações de trabalho em nossa sociedade?

Naturalmente, a resposta não é simples nem imediata, requerendo de todos aos que se de- diquem a respondê-la uma postura aberta e dinâmica. Por ora, assumiremos que a ação ergonô- mica é um processo ao mesmo tempo:

  • construtivista - dando destaque às singularidades e demais características dife- renciadoras de cada caso onde se busque conseguir realizar mudanças e trans- formações;

  • participativo - no sentido possível da realidade de cada organização, de sua rea- lidade social e de suas múltiplas micro-sociologias reais;

  • consensual - onde as verdades se pautam por convergência de pontos de vista, buscando administrar o impacto das revelações possíveis e argumentar sobre as realidades e materialidades inequivocamente apresentáveis:

A ação ergonômica não é uma venda de produtos, mas o atendimento à demanda do cli- ente de se dotar de tecnologia física ou gerencial para resolver seus problemas. Para realizar este trabalho de articulação dos talentos, competências e experiências existentes na organização com os saberes e práticas que aporta em sua consultoria, o consultor de ação ergonômica escuta a

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

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