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Introdução à Ergonomia Página 28 Prof. Mario Cesar Vidal

demanda gerencial, tal como ela é formulada pela organização: problemas geralmente complexos e num ambiente de relativa nebulosidade. São ofertas de encaminhamentos tanto da parte da or- ganização - que tem sua cultura historicamente estabelecida e que deseja reformatá-la para es- tratégias já deliberadas - como também da consultoria - que traz outras experiências e benchma- rkings inseridas numa metodologia que lhe é própria e que é ofertada à organização.

Em suma, a ação ergonômica se caracteriza como uma consultoria dinâmica, que parte das definições inicialmente delineadas pela organização. Paulatinamente vai construindo um objeto preciso de intervenção, focos definidos de sua ação e modalidades ajustadas de atuação. Todo este funcionamento pode ser simbolizado por um itinerário que evita perigosos atalhos causadores de insucesso. Busca-se a instrução da demanda para permitir se trabalhar com pro- blemas reais, efetivos e cujo tratamento seja possível pela organização; isso feito, não se procura a passagem imediata a uma solução de algibeira, mas se deflagra todo um processo de análise e modelagem que permite à organização assenhorar-se do resultado, inclusive tomando parte ativa na especificação e implantação da mesma. O resultado é uma solução adaptada às necessidades das pessoas daquela organização.

Como estamos podendo nos dar conta, o escopo da ergonomia é efetivamente amplo. Isto levou as pessoas que trabalham com ergonomia a desenvolver maneiras de dar conta dos pro- blemas que lhes surgem em sua vida profissional. Estas maneiras se diferenciam quanto à forma de atacar os problemas, ou abordagem, quanto à forma de encaminhar soluções, ou perspectivas e quanto à forma de agir numa realidade efetiva, ou finalidade, propriamente dita. (figura 10).

quanto à Abordagem

Ergonomia de Produto Ergonomia de Produção

Ergonomia

quanto à Perspectiva

Ergonomia de Intervenção Ergonomia de Concepção

Ergonomia de Correção Ergonomia de Enquadramento Ergonomia de Remanejamento Ergonomia de Modernização Figura 10 : classificações da ergonomia quanto à Finalidade

6.1

Quanto à abordagem: ergonomia de produto e de produção

Autores como Iida, 1990 gostam de estabelecer uma distinção taxonômica entre os obje- tos de ação ergonômica, seja uma ergonomia de produto - voltada para a incorporação de reco- mendações ergonômicas no projeto de artefatos diversos - seja uma ergonomia de produção - voltada para o projeto de sistemas de trabalho.

Quanto a nós, buscaremos estabelecer que esta oposição seja por demais simplificadora, servindo apenas, num primeiro momento para distinguir o produto da ação ergonômica, se mate- rializando no projeto de objetos – ferramentas, utensílios, vestuário, mobiliário – ou no projeto de situações de trabalho – normas, ambientes, procedimentos e demais elementos organizacio- nais. Na verdade, a ergonomia incorpora ambos os conceitos na formulação e na análise dos pro- blemas, pois tanto uma situação é povoada de utensílios, ferramentas, aparelhos e mobiliários - que são produtos - como um dado objeto tem sua usabilidade estabelecida em um contexto ou em alguns contextos caracterizados - o que configura uma situação de uso.

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

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