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Introdução à Ergonomia Página 29 Prof. Mario Cesar Vidal

6.1.1

Ergonomia de produto Podemos exemplificar várias situações típicas de ergonomia de produto:

    • no campo da manutenção como sendo os produtos que são projetados visando a facili- dade de manutenção. A concepção dos hardwares de computador foi concebida sob este aspecto: ao invés de componentes, um computador é pensado em termos de arquitetura de placas substituíveis, facilitando a reativação rápida de uma unidade em pane. Esta fi- losofia tem sido adotada pela indústria automobilística, e hoje está intensificada com a adoção da fabricação por consócio modular.

    • no campo doméstico, além do caso do fogão (Iida,1990) vemos uma preocupação espe- cifica com um design ergonômico na maioria dos eletrodomésticos;

    • no campo dos escritórios, o conceito de mobiliário ergonômico é algo disseminado - embora a maioria do mobiliário existente não mereça essa adjetivação;

    • nas salas de controle vemos a aplicação freqüente das regras de controles e mostradores disseminadas nos manuais de fatores humanos já mencionados.

      • 6.1.2

        Ergonomia de produção

A ergonomia de produção, por seu turno, se volta para o entendimento das condições re- ais da atividade de produção. A ergonomia de produto terá facilitado a produção se os equipa- mentos e seus acessórios tiverem sido concebidos dentro da observância de preceitos ergonômi- cos. Mas ainda assim resta a questão de entender o trabalho real, o que acontece na intimidade da produção e que merece um tratamento particular para otimizar globalmente o processo de produ- ção (tanto do ponto de vista técnico como humano).

6.2

Quanto à perspectiva : ergonomia de concepção e de intervenção

Esta distinção se estabelece a partir do timing da ação ergonômica: ou se age a nível de projeto - formando uma ergonomia de concepção - ou se age sobre uma realidade existente - formando uma ergonomia de intervenção.

Em cada um destes dois casos o sentido da ação se diferencia bastante, já que a busca de soluções no campo da concepção se depara com menos restrições de ordem prática; o oposto ocorre no domínio da intervenção, onde as margens de manobras costumam ser extremamente reduzidas.

A experiência em ergonomia recomenda que se tome a intervenção como acúmulo de ex- periências para a concepção e neste sentido pode-se estabelecer uma certa continuidade, uma vivência profissional que certamente ajudará a se livrar de um paradoxo, que é o de transformar um posto de trabalho que ainda não existe materialmente. Na verdade gostaríamos de sustentar que toda Ergonomia se volta para um projeto e não apenas a dita ergonomia de concepção. Mas, por outro lado é forçoso reconhecer que, se a ergonomia se resumisse à Análise Ergonômica do Trabalho, ficaria difícil se trabalhar na perspectiva da concepção.

6.2.1 Ergonomia de intervenção

A perspectiva de intervenção é, naturalmente, a mais óbvia para o ergonomista. A inter- venção é a resposta a uma demanda do cliente, que deverá ser trabalhada e uma solução deverá ser encaminhada para implementação em uma situação que guardará muitos aspectos comuns com a situação atual. A grande vantagem desta perspectiva de ação é que todo o contexto para a análise do trabalho e para as verificações sistemáticas e delineamentos necessários já existe, in- clusive fisicamente

Os métodos de ergonomia de intervenção são os procedimentos básicos da ergonomia: métodos e técnicas de Análise Ergonômica do Trabalho devidamente combinados com as listas

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

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