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Introdução à Ergonomia Página 31 Prof. Mario Cesar Vidal

experiências poderia ter tido conseqüências indesejadas. Ademais, o acessório instalado na outra organização não era provido de instrumentação para mensuração da umidade retirada do ar comprometendo o controle do funcionamento do equipamento dentro de suas especificações. Assim sendo, todo o sistema homem-máquina estaria sendo prejudicado: os operadores pelo ruí- do excessivo e o equipamento por permanecer em condições hidrotérmicas sub-ótimas.

6.3

Ergonomia de correção, enquadramento, remanejamento e/ou modernização

Agindo no produto ou na produção, na concepção ou intervenção, admite-se quatro finali- dades de ação a saber:

  • a)

    pode significar a adoção de padrões e parâmetros previamente estabelecidos a partir de um caderno de especificações, ou ergonomia de enquadramentos,

  • b)

    uma mudança limitada no existente a partir de uma análise inicial , caso de uma ergo- nomia de correção;

  • c)

    pode estar inserida num processo de mudanças mais ou menos amplas do existente, caso de uma ergonomia de remanejamento;

  • d)

    ou finalmente se este remanejamento se dá num contexto de mudança na base técnica do processo de produção (por exemplo automação), caso que chamaremos de ergono- mia da modernização.

Em cada um destes casos a postura do ergonomista se ajusta às circunstâncias. Os enqua- dramentos podem significar, num dado momento, a única forma de ação possível, mas é certa- mente a de menor efeito a médio prazo; as correções se dirigem aos casos onde as distorções sejam insuportáveis e ainda assim nos limites das possibilidades; os remanejamentos abrem al- guma possibilidade maior, embora as restrições ainda sejam consideráveis. No entanto as mo- dernizações somente se tornarão favoráveis dependendo de sua forma de condução e de como o profissional consegue colocar seus argumentos de mudanças.

6.3.1 Enquadramentos

Os enquadramentos visam ao atendimento a uma normatividade, um padrão a ser aten- dido, seja ele estabelecido internamente à empresa, por exemplo, num programa de qualidade, reestruturação, ou melhoria de processos seja ele deliberado pelo nível estratégico, imposto por alguma disposição legal ou pressão de algum acordo com os trabalhadores e/ou suas entidades representativas.

São demandas muito freqüentes. Algumas vezes e dependendo de como o enquadra- mento foi projetado e conduzido em termos de análise, desenvolvimento e implementação, este trabalho abre caminho para uma demanda de correção. Um exemplo de enquadramento nos é dado por um grande banco, onde todo o mobiliário das agências foi reconstituído a partir de uma especificação ergonômica e que hoje atinge a quase totalidade das dependências daquela organi- zação.

6.3.2 Correção

Corrigir significa reconhecer um erro seja ele de projeto ou de decisão de investimento. Um erro de projeto é difícil de ser trabalhado sobretudo quando os projetistas estão presentes; na melhor das hipóteses trata-se de uma mudança apenas cosmética que incidirá sobre artefatos mais facilmente mutáveis - em geral mobiliário, quase nunca sobre o dispositivo técnico - um pouco sobre mentefatos aceitáveis - algumas rotinas e procedimentos, desde que muito bem ar- gumentados, e aí existe algum interesse dos modelos esquemáticos de engenharia de métodos - e pouquíssimo ou nada sobre sociofatos - a organização e a estrutura de relacionamento e poder na organização, aí incluindo a organização do trabalho. No entanto, pode vir a ser uma situação

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

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