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Introdução à Ergonomia Página 32 Prof. Mario Cesar Vidal

didática por excelência, abrindo caminho para, no futuro, seja feito algo mais profundo, como, por exemplo, um remanejamento.

6.3.3 Remanejamentos

Nos remanejamentos a necessidade de mudança existe e pode ser facilmente captada. É a situação quase ideal para a engenharia : possibilidade de inovações e criatividades num con- texto onde várias restrições existem e são manifestas. O espaço projetual é amplamente delinea- do e poder-se-ia sonhar com uma avaliação da eficiência do projeto no estágio de plantas, es- quemas e memórias de cálculo. Um bom desempenho neste nível permite sonhar mais alto e pensar que seja possível encarar um desafio maior, um projeto de modernização.

De forma geral a situação de remanejamento pode ser sintetizada no seguinte lema: aproveitar as mudanças para corrigir defeitos antigos. Uma experiência cuidadosamente histori- ada no banco de dados da empresa tem aqui sua maior utilidade, na medida em que um estudo destes pode ser bem aproveitado no projeto de remanejamento – mesmo que os projetistas ainda não o tenham percebido. Aliás, cabe ao ergonomista saber se posicionar neste momento, o mes- mo valendo para aqueles a quem a ação ergonômica irá beneficiar: os trabalhadores, mas tam- bém gerentes e supervisores a quem o enriquecimento propiciado pela modelagem ergonômica é de grande utilidade.

Numa reforma de instalações de um escritório foi idealizada a construção de um mezani- no. Neste momento, lembramos o problema da manutenção da climatização, que implicava em sério transtorno dado que os aparelhos estavam instalados em janelas a mais de 4.50m do piso. Com o histórico de manutenção e a lembrança dos dissabores, ao mezanino foi acoplada uma passarela para facilitar o acesso aos aparelhos. Com isso além da facilidade de retirada do equi- pamento, a própria limpeza de filtros pôde ser realizada mais amiúde contribuindo com isso para a melhoria da qualidade do ar naquele ambiente. Ademais, o método antigo requeria um efetivo de três homens, o que sempre retardou o atendimento.

6.3.4 Modernização

Já numa demanda de modernização as mudanças existem de forma ampla e extensa (quer dizer em abrangência e profundidade) e de tal forma que muitas pessoas se assustam com os rumos que este processo de transformação vai tomando e passa a ocorrer uma certa polariza- ção entre os que tentam aprofundar e os que tentam refrear a marcha dos acontecimentos.

Podemos catalogar pelo menos três processos de modernização da base técnica, por so- fisticação, por especialização genética e por aglutinação lógica (Vidal, 1978).

A modernização por sofisticação ocorre quando a estrutura e forma da base técnica é a mesma, modificando potência e eficácia de componentes. Um exemplo típico é a mudança de um micro de uma série inferior para uma plataforma mais atualizada. Para a manutenção este tipo de mudança é, em teoria, quase sempre benéfico dado que o sistema apresentaria um melhor desempenho operacional sem grandes modificações a nível estrutural. No entanto outros setores como o treinamento, o almoxarifado têm milhares de argumentos contrários à informatite aguda e suas constantes “necessidades inadiáveis de atualização”. Os modelos ergonômicos, nesse caso, ajudam bastante a realizar atualizações criteriosas.

A modernização por especialização genética se dá quando um dispositivo dá lugar a dois ou mais dispositivos cuja aglutinação reproduz com ganhos a função da matriz genética. Assim o desenvolvimento de um equalizador, a partir dos controles de tonalidade de um amplificador comum permitiram um ganho de qualidade nos sistemas de reprodução sonora. Se do ponto de vista operacional há ganhos, do ponto de vista de manutenção o número de equipamentos a ins- pecionar aumenta e nem sempre a base técnica permanece a mesma.

Modernização por aglutinação lógica é um processo simétrico à especialização genética; aqui dispositivos são combinados para dar origem a um componente geralmente mais compacto, sendo o exemplo mais conhecido o circuito integrado e mesmo o chip, que são estruturas que

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

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