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Introdução à Ergonomia Página 4 Prof. Mario Cesar Vidal

os sistemas, melhor dizendo, estabelecendo uma relação de adequação entre os aspectos huma- nos presentes na atividade de trabalho e os demais componentes dos sistemas de produção : tec- nologia física, meio-ambiente, softwares, conteúdo do trabalho e organização. Qualquer forma de interação entre o componente humano e os demais componentes do sistema de trabalho cons- tituir-se-á em uma interface, sem que tenhamos necessariamente uma boa interface. As boas in- terfaces (adequadas) atenderão de forma conjunta, integrada e coerente os critérios de conforto, eficiência e segurança.

Figura 1 : Ergonomia como uma tecnologia de interfaces:

Em sua atividade de trabalho o ser humano interage com os diversos componen- tes do sistema de trabalho: com os equipamentos, instrumentos e mobiliários, formando interfaces sensoriais, energéticas e posturais, com a organização e o ambiente formando interfaces ambientais, cognitivas e organizacionais. O ser humano, com seu organismo, sua mente e sua psiquê realiza essas interações de forma sistêmica, cabendo à Ergonomia modelar essas interações e buscar formas de adequação para o desempenho confortável, eficiente e seguro face às capaci- dades, limitações e demais características da pessoa em atividade.

1.2

são4

Uma disciplina útil, prática e aplicada A atitude profissional que caracteriza o ergonomista tem ao mesmo tempo uma dimen- científica que traz fundamento às aplicações de uma dimensão prática que torna essa apli-

cação viável no mundo da produção. A combinação das dimensões científicas e práticas da Er- gonomia revela sua utilidade como uma disciplina que nasceu e se estabelece voltada para resol- ver problemas, essencialmente. A ergonomia está, pois, exposta a dois tipos não coerentes de avaliação: avaliação sob critérios científicos acerca de suas modelagens e formulações de pro- blemas do trabalho e avaliação sob critérios econômico-sociais do valor de suas propostas de soluções.

3

Interfaces significam os pontos de contato e troca entre dois sistemas. Num sistema homem-computador as interfa- ces mais óbvias são as interfaces de informação (monitor, sons, LED’s, etc.) e as de comando (teclado, mouse, joystick, trackball, etc.).

4Empregaremos muito este conceito de dimensões. O termo está sendo tomado no sentido topológico, segundo o qual uma entidade pode ser decomposta, rebatida ou derivada em dimensões constituintes, a partir de um contexto de referência. Assim um ponto P se localiza no espaço euclidiano por sua distância à origem numa dada trajetória T. Esta trajetória pode ser complexa (curva reversa, por exemplo). Neste caso projetar a trajetória T em eixos reti- líneos X, Y e Z simplifica o cálculo e a posição pode ser expressa em termos de valores x ,y e z tomados sobre aqueles eixos. Neste sentido X, Y e Z são os domínios das dimensões x, y e z de que se compõe a posição do ponto P, uma forma mais fácil de trabalhar do que uma distancia d sobre uma trajetória complexa T.

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

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