X hits on this document

115 views

0 shares

0 downloads

0 comments

6 / 35

Introdução à Ergonomia Página 6 Prof. Mario Cesar Vidal

mento de tecnologia de interfaces para a concepção, análise, testagem, normatização5 e controle dos sistemas de trabalho. São assuntos aplicados de ergonomia, portanto a concepção de sistemas de trabalho sob o ponto de vista da atividade das pessoas que nele se integram, de produtos sob o ponto de vista de uso e manuseio pelos adquiren- tes, de sistemas informatizados sob a ótica da usabilidade (interatividade facilitada, amigabilidade, customização etc.) de estruturas organizacionais do ponto de vista dos que nela trabalham e assim por diante.

1.3

Problemas retrospectivos, prospectivos e emergentes

Como uma disciplina concomitantemente útil, prática e aplicada, a ergonomia é indicada para tratar de problemas nos sistemas de produção. Empresas e organismos diversos têm podido empregar, com muitas vantagens, os serviços dos ergonomistas para intervir sobre estes diversos tipos de problemas com que a produção se defronta. Esses problemas podem ser referentes ao histórico da empresa (retrospectivos), à disposição para mudanças (prospectivos) ou mesmo ur- gentes e/ou desconhecidos ate então ( caso das emergências).

A compreensão do que está acontecendo e que requer uma intervenção ergonômica - ou seja, a construção de um diagnóstico ergonômico de um sistema de trabalho - vai requerer o levantamento de problemas retrospectivos como:

  • custo de doenças ligadas ao trabalho;

  • inadequação dos postos de trabalho ou dos ambientes;

  • Qualidade insatisfatória dos produtos e dos processos de produção;

  • ineficiências dos métodos de produção, de formação, de inspeção ;

  • defeitos dos produtos, com conseqüente perdas de mercado e aumento do nível de re-

clamações dos clientes;

  • funcionamento inadequado de equipamentos e softwares.

De posse de um diagnóstico ergonômico é preciso agir para adequar as diferentes interfa- ces. A ação ergonômica, a partir dos elementos que o diagnóstico ergonômico lhe fornece, lida com problemas prospectivos como:

  • a concepção de novos produtos, de sistemas de produção, de novas instalações ;

  • as inovações nos equipamentos: mobiliário, maquinário, instrumentos e acessórios;

  • a construção da formação de novos empregados na implantação de novas tecnologias

e/ou novos sistemas organizacionais;

Porém em certas passagens é necessário que o sistema de trabalho responda a situações inusitadas e tenha a capacidade de absorver fatos novos. Assim sendo a Ação Ergonômica é indicada para tratar de alguns problemas emergentes, sobretudo para gerar cenários de simula- ção de situações novas e estruturar o treinamento necessário e dali advindo.

1.4

A explosão da demanda de ergonomia Constatamos que, em todo o mundo, a ergonomia tem sido objeto de uma explosão de

demanda, com um número crescente de empresas solicitando consultorias e criando cargos para ergonomistas em seus organogramas. Se nos limitarmos ao Brasil, a demanda já ultrapassa bas- tante a capacidade de formação e treinamento hoje disponível no mercado.

Hendrick (1998), aponta ao menos quatro razões explicativas para esse quadro: (i) paradoxalmente um número razoável de pessoas se confrontaram com o que Chong

5

Assumiremos a distinção entre normalização e normatização. Por normalização entenderemos o processo de re- estabelecimento de uma situação em direção ao seu modo normal de funcionamento e por normatização, a intro- dução de normas de funcionamento.

GENTE - Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias CESERG - Curso de Especialização Superior em Ergonomia.

Document info
Document views115
Page views115
Page last viewedMon Dec 05 15:00:16 UTC 2016
Pages35
Paragraphs708
Words18686

Comments