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Primeira providência que tomei foi a de procurar ajuda para compreender a linguagem do deficiente visual. Encontrei no Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação, CEPRE, vinculado à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, uma especialista no assunto. Aprendi com a Professora Sílvia Helena Rodrigues de Carvalho a resolver as quatro operações no Sorobã. Este instrumento é semelhante ao Ábaco, porém as contas são presas para evitar que saiam do lugar.

Sob a orientação da especialista, iniciei o atendimento àquele aluno. Embora oriundo de escola pública, pouco aprendera Matemática, em contrapartida lia e escrevia em Braille.

O CEPRE providenciou um livro adequado para seu estudo. A princípio, orientava-o para realizar as atividades, restringindo-as à oralidade, evitando a escrita. Assim transcorreu parte do curso, até o momento que chegou o ensino da álgebra.

Para a resolução de uma equação, por exemplo, as dificuldades tornaram-se mais latentes, pois não era possível o recurso da oralidade.

O aluno precisava escrever a equação no papel encaixado na reglete, em seguida retira-lo, fazer a leitura, recolocar o papel, localizar a linha e continuar a escrita. O procedimento era repetido durante toda a execução da tarefa proposta.

O ir e voltar com o papel dispersava o raciocínio, do aluno, tornando a tarefa bastante penosa.

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