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GUIA DE ESTUDOS PARA O CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA

O trabalho do historiador, como responsável pela edificação da memória da vida social, não pode ignorar o processo de “revolução científica” e a conseqüente mudança de paradigmas. A transformação epistemológica é necessária não só para a adaptação das técnicas e métodos de pesquisa ao modo de pensar contemporâneo, mas também para a ampliação do conhecimento histórico do passado e de sua relação com o presente. O novo modelo não deve implicar total ruptura das fronteiras entre história e literatura, mas, sim, a adoção de perspectiva interdisciplinar para a delimitação entre ambas.

Se o objeto de estudo não é determinado pelo método de cada disciplina, há possibilidade de diálogo proveitoso entre teóricos de diferentes áreas do conhecimento. Ao mesmo tempo, há que se considerar que a realidade exterior não é passível de total apreensão pelos sentidos, que captam a aparência subordinada à cognição. Não resta dúvida de que o fazer científico – da história e da literatura – deve caminhar em direção à interdisciplinaridade, substituindo, neste diálogo, a conhecida metáfora da “guerra”, fundamentada na oposição, pela metáfora da “dança”, que se apóia na complementaridade.

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