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GUIA DE ESTUDOS PARA O CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA

A situação intensificou-se com a intervenção brasileira no Uruguai, a favor do governo colorado de Venâncio Flores. A Região Sul do Brasil sempre foi particularmente sensível para o Império, e o medo do projeto de Lopez do Paraguai Maior e da reivindicação de territórios em uma eventual busca de saída para o mar levou o Brasil a articular-se, a fim de formar uma aliança que isolasse o Paraguai.

Quando o Paraguai avançou pela fronteira brasileira, teve início o conflito. A Argentina, que poderia apoiá-lo, também teve seu território invadido, o que possibilitou a articulação entre o Brasil, o Uruguai e a Argentina na Tríplice Aliança contra o Paraguai.

As relações entre o Brasil e a Inglaterra estavam cortadas no momento da deflagração da guerra (Questão Christie), mas esta não desagradou aos ingleses. Pelo contrário, a possibilidade de vender armamentos para o conflito e a preferência por manter a livre navegação na Bacia, que poderia ser ameaçada com o domínio da região por apenas um país ou dois, são fatores que levaram os ingleses a não tentar evitar a guerra de todo.

A guerra e seu término, em 1870, tiveram profundo impacto na região. As rivalidades entre o Brasil e a Argentina fizeram com que o exército brasileiro mantivesse a ocupação até 1876. O Paraguai foi severamente destruído, com abalo significativo inclusive na sua população. No Brasil, o fortalecimento do exército e a participação de escravos no conflito somaram-se a outros fatores internos para contribuir decisivamente para a queda do Império e a abolição. As rivalidades com a Argentina continuaram e a aproximação do Brasil com os demais países da região permaneceu sendo vista com desconfiança pelos argentinos

Questão 2

Uma constante que atravessa a história política brasileira, do século XIX ao século XX, e que se arrasta desde a independência e o surgimento do Estado nacional é a fraca coesão ideológica dos partidos políticos. Quase sempre desprovidos de identidade e apoiados por legislação eleitoral facilitadora de fraudes e conchavos, esses partidos assistem, na longa duração histórica, à baixa representatividade dos eleitos. Nesse contexto, analise o quadro político-partidário de todo o Segundo Reinado (1840-1889), avaliando, em especial:

a)

As congruências e divergências entre liberais e conservadores;

b)

A emergência dos movimentos republicanos e seu impacto na estrutura político-partidária do final do Império.

Bianca Xavier Abreu (20/20)

Após a Independência em 1822 e com o estabelecimento da Assembléia Constitutiva, definem-se claramente duas tendências políticas no País: o grupo dos brasileiros e aquele dos portugueses. Não se tratava ainda de verdadeiros partidos políticos, denominação que se criou com maior consistência na participação política e maior definição de interesses ao longo dos anos do período imperial. A abdicação de D. Pedro I em 1831 leva à separação política de liberais exaltados e moderados que, após a Regência, agrupar-se-iam em liberais e conservadores.

A Regência é o período em que os contrastes partidários encontram-se mais claros, especialmente após a renúncia do Regente Feijó. De 1831 a 1837, configurou-se um período de ação liberal, um movimento que uniu a maioria dos políticos contra o despotismo (pelo qual D. Pedro I havia sido forçado a abdicar), em favor de maior autonomia provincial, e que culminou com a criação do Ato Adicional de 1834, uma espécie de emenda

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