X hits on this document

272 views

0 shares

0 downloads

0 comments

63 / 94

GUIA DE ESTUDOS PARA O CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA

Devido a todos esses fatores, a região amazônica brasileira enfrenta os dois tipos de exclusão social: a de tipo antigo, mais característica das regiões Norte e Nordeste, e a de tipo recente, característica das regiões Sul e Sudeste, onde a urbanização acelerada e desordenada produz desníveis acentuados de renda e aumento vertiginoso da marginalidade.

Portanto, é preciso que se realize um melhor planejamento da urbanização das cidades amazônicas, evitando o “inchaço” das mesmas. Outrossim, é preciso atentar para a concentrada estrutura fundiária da região amazônica, tornando-a mais democrática, incentivando projetos endógenos e de agricultura familiar, bem como fiscalizar a derrubada da floresta, o chamado “Mercado Verde”, e estabelecer um rigoroso sistema de patentes.     

Questão 3

Em um século e meio de economia industrial, os países do Hemisfério Norte foram responsáveis por cerca de 90% do volume de gases poluentes lançados na atmosfera. Esclareça como essa realidade foi encarada pelos participantes da “Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento” (Rio-92).

Daniella Poppius Brichta (20/20)

A década de 70 foi marcada pela polêmica entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos em relação à questão do meio ambiente. Os desenvolvidos, representados no Clube de Roma, eram favoráveis a uma política preservacionista, consubstanciada na “teoria do crescimento zero”. De acordo com tal teoria, os países subdesenvolvidos deveriam estancar seus processos de industrialização para evitar impactos ainda mais profundos no meio-ambiente. O desenvolvimento do Terceiro Mundo, segundo estudos do Clube de Roma, levaria inevitavelmente ao esgotamento dos escassos recursos naturais do planeta. Os países subdesenvolvidos não aceitaram a tese “preservacionista”, que, em sua ótica, nada mais era do que uma tática do Primeiro Mundo para manter a dependência do Terceiro Mundo e preservar as assimetrias das relações econômicas internacionais. O debate entre os “preservacionistas” do Primeiro Mundo e os “desenvolvimentistas” do Terceiro perpassou a Conferência sobre o Meio Ambiente de Estocolmo, realizada em 1972, sem que se alcançasse uma solução que resolvesse o impasse.

Foi somente durante a Rio-92 que “preservacionistas” e “desenvolvimentistas” resolveram – ao menos em tese - esse impasse. Um dos documentos que resultou da Conferência foi a Carta da Terra, na qual os países desenvolvidos reconheciam sua responsabilidade pelos danos causados ao meio ambiente e comprometiam-se a cooperar com o desenvolvimento por meio de ajuda financeira e tecnológica. O reconhecimento da responsabilidade pelos danos ambientais, por parte dos países desenvolvidos, implicava, assim, em cooperação, para que não se repetissem ao longo do processo de desenvolvimento e de modernização dos países periféricos. A Convenção Mundial sobre Mudança Climática, outro resultado da II CNUMA, endossava esse reconhecimento e previa, dentre outros, a diminuição das emissões de gases poluentes, sobretudo por parte dos países desenvolvidos. O Protocolo de Quioto, que também prevê a redução da emissão de poluentes, além de um sistema de comércio de créditos relacionados à emissão de carbono, encontra forte resistência dos EUA e de outros países industrializados (com a exceção da maior parte dos países europeus, que já ratificou o Protocolo), que alegam que o Protocolo irá frear seu desenvolvimento econômico. A recusa em ratificar o Protocolo implica na manutenção e

Document info
Document views272
Page views275
Page last viewedThu Dec 08 14:26:55 UTC 2016
Pages94
Paragraphs1332
Words41002

Comments