X hits on this document

360 views

0 shares

0 downloads

0 comments

74 / 94

GUIA DE ESTUDOS PARA O CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA

qual a cooperação prevaleceu sobre o conflito, reverte sua situação de 1972. O encontro no Rio de Janeiro foi exitoso, lançando as bases ou o texto definitivo sobre inúmeros temas, objeto de convenções em separado (Convenções sobre Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Desertificação, População Indígena, entre outros).

A atuação brasileira é referência no Foro Intergovernamental sobre Florestas, subordinado à Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU. No Foro, o Brasil defende o equilíbrio de preservação e desenvolvimento, apontando a necessidade de preservarem-se florestas tropicais, temperadas e boreais.

Tema de especial atualidade é o da biodiversidade, mormente diante do advento dos organismos geneticamente modificados (OGM). O Brasil alinha-se ao grupo dos “like-minded” (União Européia, quase todo o G-77, entre outros), que recomenda cautela quanto aos transgênicos. O Brasil segue tendência de liberalização com parcimônia dos OGM, aliando sua condição de potência agrícola, “global trader” e defensor da preservação ambiental, em especial contra a erosão genética. O Brasil preocupa-se, ainda, com a diferenciação entre transgênicos e orgânicos, sofrendo a oposição do Grupo de Miami (Uruguai, Argentina, Chile, EUA e Canadá), defensores dos OGM.

O Brasil teve atuação importante, além disso, na discussão sobre se as Usinas Hidrelétricas são fonte de energia renovável ou não, o que foi objeto de discordância no governo brasileiro, opondo Ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia.

Como fruto direto da Eco-92 e de iniciativas brasileiras, entrou em vigor o Protocolo de Kyoto, de 1997, que prevê a negociação de cotas de carbono de modo a levar os países desenvolvidos a uma diminuição de 5 % da emissão de gases estufa em relação ao ano de 1990; a meta deverá ser atingida entre 2008 e 2012. No entanto, os EUA não são signatários, apesar de, como demonstrou o Brasil na Eco-92, serem os países do norte responsáveis pela maior parte dos poluentes lançados no meio ambiente.

Convém mencionar que o Brasil passou a presidência da Conferência para a RAS; em 2002, em Johannesburgo, foi realizada a Rio+10, sem o mesmo foco e o mesmo impacto, limitando-se a poucos objetivos concretos e muitos vagos.

De toda forma, o Brasil destaca-se pela sua atuação internacional no tema ambiental, prestigiando o multilateralismo e a cooperação propositiva. Sua política ambiental criativa externa e interna (uso do etanol, biodiesel, etc) o credencia a ocupar elevados postos nas organizações multilaterais.

Questão 4

A recente reunião de Cúpula América do Sul - Países Árabes representou importante iniciativa diplomática brasileira com vistas à aproximação de duas regiões de grande relevância para a política externa brasileira. Quais são os fundamentos dessa aproximação e a que interesses brasileiros ela responde diretamente?

Rafael Souza Campos de Moraes Leme (20/20)

A Cúpula América do Sul – Países Árabes (ASPA), realizada em Brasília nos dias 10 e 11 de maio de 2005, fundamenta-se na tradicional defesa da cooperação sul-sul defendida pelo Brasil, na necessidade de maior integração político-cultural entre as regiões, e na importância econômica de América do Sul e dos Países Árabes.

O Presidente Lula elegeu os países árabes como prioridade de sua política externa, ao lado de África e América Latina. O encontro teve, grosso modo, três vertentes, cada uma

Document info
Document views360
Page views363
Page last viewedSat Jan 21 19:54:54 UTC 2017
Pages94
Paragraphs1332
Words41002

Comments