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GUIA DE ESTUDOS PARA O CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA

que garantiriam a produtividade (quantidade ofertada) em equilíbrio com a quantidade demandada a um determinado nível de preços. Para uma economia com tarifas protecionistas, ainda que o restante do mundo possa oferecer os mesmos produtos (ou substitutos) a preços mais baixos, as tarifas alfandegárias elevam os preços dos referidos produtos importados no mercado interno, garantindo a proteção às empresas nacionais (cujos produtos permanecem competitivos e não sofrem concorrência real).

No entanto, no livre comércio, os produtos importados adentram o país livres de tarifas. Como as empresas nacionais, em nossa hipótese, são mais ineficientes, os preços que praticam são mais altos, o que torna os importados (a preço mais baixo porque mais eficientemente produzidos) mais competitivos. Isso força os produtores nacionais a reduzirem seus preços, o que por conseguinte reduz sua margem de lucros e sua capacidade produtiva.

Os produtores perdem, portanto, duas vezes: são forçados a produzir menos e o que efetivamente ainda conseguem produzir custa menos do que antes. Isso resulta na redução do emprego (devido a demissões oriundas da contração da produção) e na redução da renda do trabalho (com cortes salariais devido à queda nos rendimentos das vendas).

Por outro lado, os consumidores ganham duplamente com a abertura econômica. A competitividade leva a queda nos preços, o que permite ao consumidor comprar a mesma quantidade de antes a preços mais baixos. Além disso, ele agora também pode consumir mais do que antes, já que os baixos preços estimulam o consumo.

Assim, o aumento do bem-estar do consumidor (segundo o modelo clássico) supera, em muito, a queda no bem-estar dos produtores e resulta em efetivo ganho de bem-estar para a economia como um todo.

O modelo de Viner-Meade-Johnson, desenvolvido na segunda metade do século XX, buscou explicar que nem sempre a integração econômica aumenta o bem-estar da economia do país, criando o conceito e cálculo do desvio de comércio. Tal modelo aplica-se, contudo, à união aduaneira, estágio intermediário entre o mercado protecionista e o livre comércio.

Há que se ressaltar, contudo, que o modelo clássico estabelece um nível tal de integração que não existe no mundo real, por desconsiderar fatores como a existência de países economicamente desiguais, economias de escala, barreiras alfandegárias persistentes e outras formas de protecionismo, bens heterogêneos, concorrência monopolística etc.

Questão 4

Por muito tempo setores da economia caracterizados por monopólios eram controlados pelo Estado. Isso deixou de ser verdade após as privatizações. Como forma de controlar os monopólios privados, países do mundo inteiro passaram a criar agências reguladoras. Explique como as agências reguladoras podem contribuir para o bem-estar dos consumidores.

Luciana Serrão Sampaio (20/20)

Durante a década de 90 do século XX, foi marcante o processo de privatização de monopólios de Estado. No novo contexto, de monopólios privados, surgem, também, as agências reguladoras cujo papel é disciplinar a atuação dos agentes econômicos de forma a garantir o bem-estar dos consumidores.

O monopólio é uma situação de falha de mercado. Ele ocorre seja em função do volume do investimento inicial necessário ao início da produção do bem ou oferta de serviço que limita o ingresso de outros concorrentes, seja em função da natureza do bem produzido ou oferecido ( o monopólio natural) que não admite mais de um produtor ou prestador de serviço. Assim, no monopólio, há um agente econômico que atua com poder de mercado.

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