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GUIA DE ESTUDOS PARA O CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA

o excesso de oferta de moeda provocou a inflação dos preços domésticos. Esses setores sofreram perda real de renda.

Deve-se ressaltar, também, que essa política foi mantida mediante seguidos pedidos de empréstimos internacionais. Em 1906, com a Convenção de Taubaté, assumia-se a política de valorização de café mediante a qual o Estado compraria o excedente e, no momento de crise de produção, este seria vendido. Embora previsto o controle sobre a produção, este nunca foi implementado e os momentos de super-produção eram mais freqüentes do que os de quebra de safra. A política de desvalorização cambial aliada aos seguidos empréstimos provocava a impossibilidade de pagamento da dívida, assumia-se, então, novo empréstimo, este, agora, de consolidação da dívida e a juros mais altos.

Esse sistema funcionou enquanto existia liquidez internacional. A crise de 1929 reduziu abruptamente a oferta de créditos internacionais e implicou, no Brasil, a fuga de capitais. O fim da liquidez impôs ao Brasil o fim da política de valorização do café. Já, no governo Vargas, adota-se política anti-cíclica mediante política de preços mínimos para o café.

Assim, a política de desvalorização cambial, embora voltada para atender um grupo econômico, garantiu a expansão da economia monetária e menor expressão da economia de subsistência. Essa política insustentável no longo prazo ao promover crescente endividamento sofreu duro golpe com o fim da liquidez internacional. A crise de 1929 impõe o seu abandono.

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