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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 10 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.10

discussão teórica são apresentadas no capítulo quatro.

No capítulo cinco são expostas as considerações finais e no capítulo seis as referências bibliográficas adotadas no estudo.

1 JUSTIFICANDO A TRAJETÓRIA DA ESCOLHA DO PROBLEMA

Desde os tempos mais remotos, o homem está à procura de uma harmonia entre o corpo, a mente e o espírito. Nesta busca incessante, o karate surgiu para mim como um meio para encontrar a solução deste conflito.

Iniciei meu treinamento nesta arte marcial no ano de 1973, visando, como a maioria dos jovens, tornar-me um hábil lutador e ter uma boa aparência física. Mas com o decorrer dos anos de treinamento percebi que outros aspectos mais importantes, decorrentes da busca da essência dos princípios filosóficos do karate, começaram a influenciar de uma forma mais determinante na minha formação de caráter e comportamento, como, principalmente, a melhora do meu controle nas mais diversas situações na vida social e escolar. O karate, através de seus treinamentos, diminuía a minha ansiedade e estresse fazendo sempre refletir sobre qualquer situação, tornava-me mais confiante para enfrentar os desafios e direcionava-me para atitudes não agressivas perante os conflitos naturais de todo adolescente.

Depois de decorridos dez anos de meu ingresso no karate, comecei a ministrar aulas deste desporto em academias e colégios. Nesta época estava quase terminando o curso de Arquitetura, e as aulas de karate funcionavam também como um “bico” para auxiliar no meu sustento. Porém, conforme lecionava, percebia que me faltavam subsídios para melhor elaboração e desenvolvimento das aulas, pois todos os meus ensinamentos eram transmitidos na forma do senso comum, exatamente como eu aprendera com meus professores de artes marciais.

Percebendo esta deficiência, logo após terminar o curso de Arquitetura, ingressei no curso de Educação Física da UFRGS, onde compreendi o quanto a minha formação era incompleta para ministrar aulas de karate, pois possuía um conhecimento muito superficial de importantes disciplinas como didática, psicologia, anatomia, fisiologia, entre outras, que são fundamentais para a construção dos ensinamentos respeitando as características individuais de cada um.

No ano de 1992, três anos após terminar o curso de Educação Física, ingressei no Colégio Militar de Porto Alegre como professor desta disciplina, onde permaneço até o presente momento. Nesta época, também, comecei a direcionar as minhas atividades profissionais mais para o ensino do que para a arquitetura, principalmente, porque comecei a refletir que, para mim, era importante ajudar a construir casas e prédios, mas era muito mais importante e significativo ajudar a construir pessoas.

Dando prosseguimento na busca de novos conhecimentos para tornar-me um melhor educador, fiz o curso de especialização de Ciências do Esporte da UFRGS, no qual, na disciplina de Psicologia do Esporte, apresentei um estudo sobre a agressividade e a violência no karate. Este estudo era composto por questionários aplicados a praticantes com mais de quatro anos de karate, iniciantes e não praticantes, e tendo como resultados, que foram apresentados através de gráficos comparativos, a constatação de que o karate diminuía a agressividade e a ansiedade, principalmente porque aumentava a auto-estima e o autocontrole.

No embasamento teórico deste trabalho observei que a ação agressiva dependia de características

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