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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 13 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.13

pedagógica mais antiga no oriente é o taoísmo (tao = razão universal), cujos princípios recomendam uma vida tranqüila, pacífica, sossegada e quieta. Baseado no taoísmo, Confúcio (551-479 a.C.) criou um sistema moral que exaltava a tradição e o culto aos mortos.

A educação hinduísta, conforme o autor, também tendia para a contemplação e para a exaltação do espírito e repúdio do corpo.

  • O

    poder da não violência nestas culturas pode ser bem demonstrado, em Gadotti (2002, p. 24-

    • 25)

      , no texto do escritor Lao-Tsé, que viveu por volta do século VI a.C., em Tão Te King, o livro que

revela Deus:

Revela a experiência que o mundo Não pode ser plasmado à força.

  • O

    mundo é uma entidade espiritual,

Que se plasma por suas próprias leis. Decretar ordem por violência É criar desordem. Querer consolidar o mundo à força É destruí-lo, Porquanto, cada membro Tem sua função peculiar: Uns devem avançar, Outros devem parar. Uns devem clamar, Outros devem calar. Uns são fortes em si mesmos, Outros devem ser escorados. Uns vencem na luta da vida, Outros sucumbem. Por isto, ao sábio não interessa a força, Não se arvora em dominador, Não se usa de violência.

Diante desta perspectiva, desejo apresentar mais algumas contribuições de educadores asiáticos que apontam com muita coerência algumas características educativas do extremo oriente, nas quais podemos ver a força do lado espiritual e moral nos sistemas educacionais daqueles povos, e assim melhor compreender os motivos que podem levar o ensino das artes marciais orientais a um melhor controle sobre a agressividade/violência de seus praticantes.

  • O

    educador chinês Zhou Nanzhano (apud DELORS, 2003), no relato Interações Entre

Educação e Cultura, na Ótica do Desenvolvimento Econômico e Humano, uma Perspectiva Asiática, nos traz uma reflexão, do ponto de vista asiático, sobre as interações entre educação e cultura na ótica do desenvolvimento. Evoca os efeitos tanto positivos como negativos das tradições culturais, chamando a atenção para a dupla necessidade de preservar estas tradições e de renová-las. À luz da crescente globalização que se faz sentir em todos os níveis examina com brevidade um certo número de valores universais que seria bom cultivar, por meio da educação e da mútua fecundação das culturas orientais e ocidentais. O autor aponta desta forma como características das culturas asiáticas propícias ao desenvolvimento da educação e da economia os seguintes fatores:

1. O apreço profundo pelo valor da educação das culturas asiáticas. Segundo Nanzano (apud DELORS, 2003, p. 258), “Confúcio pensava que é possível aperfeiçoar o ser humano e que a educação, principalmente pelos esforços da pessoa para se formar, pela reflexão interior, mas também pela imitação de modelos exteriores, pode levá-la ao caminho certo”.

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