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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 22 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.22

  • 11.

    O karate é igual à água quente: se não receber calor constantemente, ela esfria;

  • 12.

    Não pense em vencer, mas não pense em derrota;

  • 13.

    Mude a sua posição conforme o tipo de adversário;

  • 14.

    A luta depende do bom manejo da teoria de yin (negativo) e yang (positivo);

  • 15.

    Imagine que seus membros são espadas;

  • 16.

    Para o homem que sai do seu portão, existem milhões de adversários;

  • 17.

    No princípio, seus movimentos são artificiais, mas com a evolução, tornam-se naturais;

  • 18.

    A prática de fundamentos deve ser correta. Enquanto em uso torna-se diferente;

  • 19.

    Domínio do seu corpo na coordenação, na força, na velocidade e elasticidade; e

  • 20.

    Estudar, criar e aperfeiçoar-se constantemente.

Desta forma, percebemos com maior clareza que o karate, visto por muitos como uma luta violenta, é na verdade uma arte marcial muito mais espiritual do que física, que visa ao desenvolvimento interior do indivíduo, transformando-o num ser mais reflexivo, disciplinado e controlado, e, principalmente, tornando-o um cidadão mais apto a enfrentar as dificuldades e tensões da nossa sociedade atual.

    • 2.2

      AGRESSIVIDADE E VIOLÊNCIA

      • 2.2.1

        CONCEITUAÇÕES DE AGRESSIVIDADE E DE VIOLÊNCIA

Os termos agressividade e violência, embora tendo significados bastantes distintos, no senso comum são facilmente confundidos. Comumente vemos agressividade e violência representando o mesmo fenômeno. Para não banalizarmos estas palavras, promovendo assim a distorções sobre o significado das mesmas, se faz necessário um rápido aprofundamento de seus conceitos.

Nesta pesquisa, a qual busca a percepção tanto de agressividade como de violência dos praticantes de artes marciais, adotou-se usar, diversas vezes, os dois termos escritos unidos - agressividade/violência - para não restringir e dar mais liberdade e espontaneidade ao pensamento dos entrevistados.

A agressividade é um atributo natural a todo ser humano e não deve ser entendida como uma via única e determinada que conduza à luta e à destruição. As atitudes agressivas do ser humano apresentam um amplo espectro, que vai desde a destruição (violência) à construção (criatividade). Portanto a agressividade também tem que ser reconhecida pelos seus aspectos positivos. A agressividade, segundo Otta e Bussab (1998, p. 1), “é responsável|por nossa capacidade de enfrentar situações adversas e também causa de nossas maiores manifestações de violência”.

Geralmente, agressividade e agressão são entendidas da mesma forma. Fernandez (1992) nos indica a diferença entre elas ao conceber que a agressividade pode ser mediatizada ou simbolizada, sendo quase uma predisposição dirigida para outras esferas, como, por exemplo, a aprendizagem. Já a agressão não é mediatizada, sendo esta uma ação grosseira, um ato violento, que não traz benefício ao indivíduo que a executa, nem para aquele que foi objeto dela.

A agressividade é natural ao homem e segundo Storr (1970) os mecanismos da agressão são instintivos, pois a agressividade é necessária para a preservação da vida e da espécie, bem como para

  • o

    desenvolvimento amplo do indivíduo. Pressuposto este também defendido por Train (1997, p. 47)

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