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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 26 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.26

1. Fatores relacionados ao contexto familiar no qual o sujeito é criado e educado, caracterizados como a falta de atenção, falta de afeto, abandono, falta de controle, violência doméstica, pobreza, sub- habitação, indigência, etc.

2. Fatores de relação interpessoais e de grupos de pares, como: idade, sexo, tipos de agrupamentos, instabilidade emocional, falta de capacidades sociais, fenômenos de maus tratos e exclusão social entre iguais e entre outros.

3. Fatores relacionados à escolaridade, nos quais destaca-se a pouca, equivocada ou exagerada disciplina, ausência de diálogo entre professores e alunos e a falta de medidas preventivas. A estes se acrescentam, também, fatores relacionados à atmosfera escolar, como: ausência de igualdade de oportunidades, pouca organização escolar e multiculturalismo.

4. Fatores relativos aos meios de comunicação de massa e à influência que estes exercem sobre a consciência dos cidadãos, num ou noutro sentido, mas em determinadas ocasiões, desviando a atenção para o secundário, embora escandaloso, e produzindo tensão, quando não modelos agressivos.

5. Fatores de contexto social comunitário, como: núcleos populacionais insuficientemente dotados de serviços e de proteção social, populações nas quais medram o crime e as condutas anti- sociais adultas de maneira geral.

6. Políticas que não atendem na medida do necessário às necessidades dos cidadãos e que governam dando as costas ao estado do bem estar do cidadão.

Estudos realizados por Farrington (apud DEBARBIEUX e BLAYA, 2002), na Inglaterra, fazem uma classificação semelhante abordando fatores de riscos psicológicos, familiares, sociais e circunstanciais. O autor coloca que dentre os principais fatores psicológicos que levam a prever a violência juvenil estão hiperatividade, impulsividade, controle comportamental deficiente e problemas de atenção, além da baixa inteligência e desempenho escolar deficiente. Nos fatores familiares destaca a supervisão parental deficiente, pais agressivos, incluindo disciplina severa e punitiva, e conflitos entre os pais.

Nos fatores sociais o fato de ter amigos delinqüentes e morar em bairros com alto índice de criminalidade, como também de que os rapazes que moram em áreas urbanas apresentam características mais violentas do que os que moram em áreas rurais. E, por fim, os fatores de risco circunstancias, que contribuem para as diferenças existentes entre os indivíduos, porque dada a mesma oportunidade circunstancial, algumas pessoas apresentam maior tendência a cometer violência que outras.

Conforme Farrington (apud DEBARBIEUX e BLAYA, 2002, p. 40):

As teorias também podem ser úteis para a especificação dos conceitos mais gerais subjacentes ao potencial de violência, tais como baixo autocontrole ou vínculos frágeis com a sociedade. Elas também podem ajudar na determinação das maneiras pelas quais uma pessoa potencialmente violenta interage com os fatores circunstanciais, gerando atos violentos.

  • O

    fator de risco circunstancial é que faz que diante de uma ocasião para a violência, o fato de

uma pessoa vir ou não a praticá-la dependerá dos processos cognitivos, que incluem o exame dos custos e benefícios da violência e das probabilidades e riscos associados, tais como percebidos pela pessoa, e também os repertórios comportamentais acumulados. Neste item é que se destaca a importância de uma educação para a não violência voltada para uma construção de vivências de paz

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