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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 29 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.29

se dêem conta do mal estar ou sofrimento de seus colegas e se proponham, juntamente com eles, a buscar uma solução aceitável para todos.

A motivação é o elo fundamental para podermos cumprir uma das principais tarefas da educação que é o de fazer o aluno interessar-se por aprender, para então posteriormente fazê-lo aprender a aprender. Na educação física esta importância vai além da aquisição de conhecimentos, pois ela é o principal meio no sistema escolar para conscientizar o aluno a ter hábitos que o possibilite a viver com mais saúde, tanto no tocante a prevenção de doenças como na diminuição do estresse e ansiedade, males tão corriqueiros na nossa sociedade atual e causadores de atos de violência.

A insuficiência e a não procura de motivação em sala de aula é um problema, não só para os alunos como também para os professores. O atual contexto escolar mostra muitas vezes os alunos desmotivados para o aprendizado. As escolas e os professores despreocupados em criar novos artifícios para a motivação destes e apenas seguindo as normas burocráticas que o sistema educacional lhes impõe. Poucas são as oportunidades que os alunos têm para poderem transparecer suas aspirações, idéias e vontades. Por isso se deve constantemente mover em direção da aprendizagem, conforme nos aponta Pozo (2002, p. 142) em seu relato no qual mostra que os motivos para aprender devem ser suficientes para superar a inércia de não aprender:

Assim como os objetos em movimento se detêm pela ação de certas forças invisíveis, a inércia de nossa motivação também não costuma ser suficiente para manter em movimento nossa aprendizagem. É necessário que nos deparemos com algumas condições de instrução que impulsionem com novos motivos nossos desejos de aprender.

A compreensão e o uso adequado das técnicas motivadoras resultam em interesse, concentração da atenção e na atividade produtiva e eficiente de uma classe, enquanto a falta de motivação conduz ao aumento de tensão emocional, problemas disciplinares, aborrecimentos, fadiga e aprendizagem pouco eficiente.

Outro aspecto importante a ser abordado em relação à violência escolar é de que tanto a vítima quanto o agressor poderão sofrer graves seqüelas no seu desenvolvimento social e pessoal. Portanto ambos devem ser trabalhados e reeducados no ambiente escolar.

Sgundo Gerhardt (2005, p. 280):

  • O

    agressor também é um ser humano, em sofrimento e dificuldade. Ele merece um olhar mais compassivo, não tão

acusatório e persecutório como é de rotina, embora ainda fundamentado no valor da justiça. Por outro lado, aplicando-

se a perspectiva positiva do conflito, poder-se-ia olhar de um modo diferente também o agressor, pois sendo o conflito um grande desafio intelectual e emocional, ocorre que esse ser humano não está conseguindo superá-lo e exterioriza o seu

dilema em atos violentos.

A punição não pode tornar-se o único meio de intervenção utilizada para a socialização de um aluno infrator. Para Royer (apud DEBARBIEUX, 2003) isso resultaria em um lamentável fracasso, principalmente quando se trata de jovens oriundos de ambientes conturbados ou menos favorecidos.

  • O

    autor também aponta que, para que esses alunos possamser ajustados, a escola deve ser pró-ativa e

não apenas reativa, caso se pretenda evitar a reprovação e a evasão escolar desses jovens.

Os agressores podem ter diversas conseqüências como: dificuldade de conviver com outras pessoas, distanciamento e desinteresse dos objetivos escolares, conduta violenta na vida adulta, problemas de adaptação à vida profissional e delinqüência. O aluno que agride impunemente o outro

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