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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 36 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.36

tiveram algum tipo de passagem pela polícia e outros 20 foram assassinados. Uma das alternativas para reduzir números tão alarmantes foi o investimento no esporte, integrando o aluno à comunidade escolar. A partir do esporte, foi feita também uma parceria com o vigilante Vivaldo Santos, mais conhecido como mestre Valmir da Capoeira. Dois anos depois de incentivar as atividades esportivas e abrir o seu espaço para a comunidade, a escola não registra sequer um aluno ou ex-aluno envolvido em criminalidade.

rograma Escolas de Paz: desenvolvido pela UNESCO, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro na Escola Estadual Guadalajara. O programa possibilitou à comunidade, conforme aponta Ramos (apud DEBARBIEUX, 2003), oficinas de dança de salão, artesanato, capoeira, karate, teatro e percussão. A partir dessas atividades aumentou-se o envolvimento dos alunos com a comunidade e da comunidade com a escola, de tal forma que muitos dos alunos que já passaram pelas oficinas regulares, hoje atuam como oficineiros e como coordenadores, auxiliando na organização e no apoio logístico.

Projeto Adote um Campeão: criado pela Federação de Tae-kwon-do do Ceará. O projeto é desenvolvido através de aulas de tae-kwon-do para crianças carentes das favelas e, segundo Almeida (2005, 11), “contrariando as opiniões preconceituosas sobre o ensino de arte marcial para crianças residentes nas favelas, foi notada a diminuição dos índices de violência e criminalidade juvenil nestes

locais após a implantação do projeto”.

Projeto Bugre Lucena (judô comunitário): desenvolvido pela Escola de Educação Física da UFRGS desde 1991. Este projeto tem por objetivo, segundo matéria do jornal Solidário (2004), abrir as portas para um mundo, antes inacessível, para jovens carentes do Bairro Jardim Botânico de Porto Alegre, e, através da prática da disciplina e do respeito, inerentes à arte marcial do judô, prepará-los para, acima de tudo, serem futuros campeões de cidadania e de dignidade humana.

Participam do projeto cento e cinqüenta crianças e adolescentes, entre 9 e 18 anos, e o trabalho é desenvolvido voluntariamente por professores e acadêmicos da Escola de Educação Física.

  • O

    judô que é reconhecido como um esporte saudável que não está relacionado à violência, foi o

instrumento escolhido pelo projeto para a construção de um ser humano melhor. Ele é, antes de tudo, um esporte de princípios, uma arte, uma filosofia de vida, conforme aponta a professora Carmen Cavalheiro (apud SOLIDÁRIO, 2004, p. 7), ao relatar que:

Alguns vêm revoltados e inquietos. Puxamos por eles, lhes damos atenção. Eles mudam, se tornam carinhosos,

modificam seu comportamento e personalidade, às vezes, até violenta. Em vez do desleixo e vida regrada pela falta de modelo e exemplo em casa, aqui adquirem disciplina, que a arte marcial exige, e acabam por aplicá-la, organizando-se para a própria vida. Sem disciplina nada se consegue. E a disciplina está muito ligada ao respeito ao outro, ao superior, ao colega. E o fato de terem que estar matriculados em escola como condição párea fazer judô, também contribui para a não evasão escolar.

Projeto Além do Esporte: desenvolvido pela Federação Gaúcha de Karate em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Este projeto atendia, em janeiro de 2004, mais de 7.000 crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos de idade em 20 municípios escolhidos de acordo com os índices de violência.

No projeto os alunos recebem aulas gratuitas de karate em regime de contra-turno escolar, nos quais os professores repassam, além do esporte propriamente dito, noções básicas de saúde, higiene,

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