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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 40 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.40

Seipai 1 ano e 10 meses laranja 14 feminino 7º Shisochen 2 anos e 3 meses laranja 16 feminino 12º Seisan 3 ano e 7 meses azul 16 masculino 3º Kururunfa 5 anos verde 17 feminino 10º Suparimpei 5 anos roxa 18 masculino 2º

3.5 LOCAL DA PESQUISA: O COLÉGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE

A contextualização do local em que a pesquisa é realizada representa uma parte importante para melhor compreensão do desenvolvimento do estudo, ainda mais se esta instituição representa com suas origens, sua história, seus personagens ilustres e seus mitos uma página com relevância histórica no cenário de nossa nação, como é o caso do Colégio Militar de Porto Alegre.

No Colégio Militar, em particular, outro fator importante de ser desmistificado é a sua proposta pedagógica, pois esta pode até trazer consigo o estereótipo de uma escola calcada no paradigma tradicional, em que impera o severo regime militar, no qual o aluno só pode adotar ma posição passiva e de obediente aceitação frente ao processo de ensino-aprendizagem.

Todavia, a verdade é bem outra, pois, embora a escola mantenha algumas características militares como a disciplina, a proposta pedagógica atual está em buscar o pensamento crítico e uma educação mais voltada ao integral do aluno, que ofereça a estes a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização, qualificação para o trabalho e preparo para o exercício consciente da vida de cidadão.

As origens dos Colégios Militares, segundo Bento (1995), remontam ao ano da Proclamação da República quando, por proposta do Ministro da Guerra, senador Thomaz Coelho, foi criado através do Decreto Imperial nº 10.220 de 09 de março de 1889, o então Imperial Colégio Militar, atual Colégio Militar do Rio de Janeiro, o CMRJ, o qual, segundo seu fundador, destinava-se a atender o seguinte propósito estratégico, que era de proporcionar aos filhos de militares ativos, inativos e honorários do Exército e da Marinha e aos civis que desejassem seguir a carreira militar, os meios de receberem instrução que em poucos anos lhes abrissem as portas das Escolas Militares do Império.

Com o passar dos anos, começou a ser configurado o Sistema Colégio Militar do Brasil, com a fundação de outros colégios ao redor da Nação, e dentre estes o Colégio Militar de Porto Alegre.

  • O

    Casarão da Várzea e seus ilustres alunos

    • O

      prédio em que funciona o Colégio Militar de Porto Alegre, carinhosamente chamado de

Casarão da Várzea, constitui um patrimônio histórico não só da cidade de Porto Alegre, mas também de todo o país, pois em suas salas de aula estudaram diversos personagens que participaram de nossa história. Desde o final do século XIX, a sua expressiva arquitetura mudou a fisionomia da várzea da Redenção, criando um espaço onde questões ligadas ao ensino e a vida brasileira foram intensamente vividas por aqueles que circulavam pelas arcadas deste velho prédio.

Várias instituições de ensino funcionaram neste prédio: a Escola Militar da Província do Rio Grande do Sul (1883-1888), a Escola Militar de Porto Alegre (1889-1905), a Escola de Guerra (1906-

  • 1911)

    , o Colégio Militar de Porto Alegre (1912-1939), a Escola Preparatória de Porto Alegre (1939-

  • 1962)

    e, novamente, o Colégio Militar de Porto Alegre, desde 1962.

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