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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 46 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.46

Atualmente o Colégio Militar de Porto Alegre conta com as equipes de futebol, futsal, handebol, orientação, voleibol e karate.

  • O

    funcionamento do karate no Colégio Militar de Porto Alegre

A disciplina de karate é ministrada no Colégio Militar desde 1992. Atualmente a aula é realizada duas vezes por semana, nas terças e quintas-feiras, das dezoito às vinte horas. A turma é composta por quarenta alunos, sendo aproximadamente quarenta por cento de meninas e sessenta por cento de meninos, pertencentes a turmas variadas que vão da 5ª série do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio. Além destes alunos que têm a freqüência obrigatória, também participam das aulas, eventualmente, ex-alunos do colégio que comparecem de acordo com suas disponibilidades de tempo.

A aula de karate é ministrada em uma sala denominada de dojô, recoberta por grandes placas de borracha denominadas de tatames. Ela inicia e termina com uma saudação e com uma breve meditação, que tem por finalidade a preparação do aluno para fazer um bom aprendizado, concentrando o seu objetivo na aula e desviando assim de outros pensamentos.

A parte prática da aula começa com o treinamento do condicionamento físico, que tem a duração de aproximadamente quarenta minutos, com a finalidade de preparar fisicamente o aluno para poder posteriormente executar a parte técnica com eficiência e perfeição. No condicionamento físico são desenvolvidos exercícios com o objetivo de melhorar a flexibilidade, a força, a resistência aeróbia e anaeróbia, a potência, o equilíbrio e a coordenação, ou seja, é uma aula de ginástica localizada dentro da aula de karate que busca uma melhora cardiopulmonar e neuromuscular dos praticantes. Este aumento de potencial dos diferentes níveis de desenvolvimento muscular do corpo humano é adaptado a qualquer sexo, idade e biotipo dos praticantes.

  • O

    treinamento técnico do karate é subdividido em kihon (treinamento básico), kata (formas),

kumite (lutas) e outras técnicas extras, que juntos tem a duração de aproximadame nte de setenta minutos. No kihon o aluno desenvolve de uma forma individualizada os fundamentos técnicos básicos do karate, ou seja, golpes de defesa e ataque, bases e deslocamentos, enfim o bê-á-bá do karate.

No kata é onde o karateca melhor desenvolve a sua forma técnica através do treinamento de seqüências de lutas imaginárias contra diversos adversários. Existem diversos katas que são aprendidos de acordo com a graduação de cada praticante. O kata deve ser praticado como uma unidade orgânica e fluência suave e ter vigor ao passar de uma técnica para outra, fazendo com que ao treiná-lo o aluno obtenha em seus movimentos um resultado que expresse postura, concentração, força, ritmo e veracidade nestas formas imaginárias de ataque e defesa. Sua importância é tanta que Tagnin (1973, p. 323) descreve que:

Os katas são o início e o fim desta arte marcial, sendo sem dúvida a sua essência.

As velhas técnicas ensinadas pelos velhos mestres da arte estão contidas nos katas.

Ao estudarmos a fundo estas técnicas que pertencem ao passado e vivem no presente, podemos descobrir uma

interminável fonte de recursos que nos dão progresso físico e mental.

No kumite são desenvolvidos os treinamentos dois a dois com o objetivo do desenvolvimento do reflexo, noção de espaço e tempo e principalmente o controle dos golpes de karate. Existem variadas formas de kumite que vão desde treinamentos de confrontos com golpes pré-estabelecidos até confrontos livres, nos quais a criatividade, técnica e controle dos alunos são postos à prova. Por fim

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