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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 47 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.47

nas técnicas extras são desenvolvidos outros treinamentos que tenham afinidade com o karate propriamente dito como rolamentos e técnicas de defesa pessoal.

  • O

    treinamento teórico do karate é desenvolvido juntamente com a parte técnica e em especial no

final da aula, na qual são revisados os conhecimentos treinados durante a aula e, geralmente, lido e comentado um princípio filosófico sobre os quais estão embasadas as artes marciais orientais.

Todas estas etapas da aula de karate são bastante flexíveis e adaptadas aos interessesmais imediatos dos alunos. As aulas podem ser mais leves em épocas de provas escolares e mais rigorosas em épocas de competições ou vésperas de exames de graduação (exame de faixa). O condicionamento físico, geralmente, tem um espaço de tempo maior no início do período letivo e o treinamento técnico passa a dominar a aula a partir do segundo bimestre. A parte teórica dá ênfase aos princípios gerais no primeiro semestre e aos princípios filosóficos no segundo semestre. Desta forma as aulas vão se adaptando aos ritmos de desenvolvimento e aspirações dos alunos.

  • O

    karate do Colégio Militar é detentor de diversos títulos estaduais e até nacionais, embora esta

preocupação competitiva tenha um caráter secundário, pois a sua premissa básica é a formação integral do aluno, fazendo que este tenha um desenvolvimento físico e espiritual fundamentado nos princípios filosóficos das artes marciais orientais que primam por uma concepção baseada no caráter e na não violência, para que este possa ser um cidadão consciente e cultivador de um mundo de paz e harmonia.

3.6 PROCEDIMENTOS E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

Primeiramente foi feito o contato com a direção do Colégio Militar de Porto Alegre para apresentação do projeto de pesquisa e solicitação da colaboração e autorização para a posterior divulgação dos dados. Obtida esta autorização para o desenvolvimento da pesquisa passou-se para os procedimentos de coleta de dados.

As pesquisas qualitativas são, segundo Alves-Mazzotti e Gewandsznajder (2001), caracteristicamente multimetodológicas, isto é, podem usar uma grande variedade de procedimentos e instrumentos de coleta de dados.

Para este estudo foi escolhido como principal instrumento de coleta de dados a entrevista semi- estruturada, a qual foi aplicada a doze alunos praticantes de karate no Colégio Militar de Porto Alegre. A entrevista semi-estruturada foi escolhida como instrumento de coleta de dados pelas suas características de flexibilidade e por ser apropriada para aprofundar no problema em questão e na abordagem de estudo de caso. As entrevistas foram gravadas, transcritas e devolvidas aos entrevistados, para poder obter possíveis correções, no intento de conhecer suas concordâncias e discordâncias com as questões propostas, como colocam Lincoln e Guba (apud ENGERS, 2000).

Também se adotou, como forma auxiliar na coleta de dados, observações do cotidiano das aulas de karate, realizadas pelo próprio pesquisador. O tipo de observação escolhida foi a não estruturada, na qual os comportamentos a serem observados não são pré-determinados, eles são simplesmente observados e retratados da forma como ocorrem, visando descrever e compreender o que está ocorrendo numa dada situação, conforme referido por Alves-Mazzotti e Gewandsznajder (2001).

As observações nesta pesquisa tinham o intuito de vivenciar o cotidiano dos treinamentos e registrar na Ficha de Observações os aspectos relevantes e curiosos relativos ao tema da pesquisa, isto

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