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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 51 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.51

atualmente, principalmente no Rio de Janeiro, tá ocorrendo muita violência em função do tráfico, do

tráfego, fala esta que coloca também os problemas das drogas e do trânsito associados, principalmente, a estes grandes centros urbanos.

Há violência, muita droga, isto tudo influencia para a violência, relata Seisan, evidenciando que

  • o

    problema das drogas aparece intimamente relacionado ao processo de aumento da violência atual.

As drogas causam medo e insegurança e preocupam, principalmente, o ambiente escolar das grandes cidades, conforme aponta Costas (2005, p. 66):

  • O

    tráfico de drogas é apontado pelos professores como o grande desafio da escola. Muitos alunos são usuários e o

tráfico age à vontade. O diretor e os professores sabem quem são os traficantes, mas se recusam a delatá-los à polícia

por uma questão de sobrevivência.

  • O

    trânsito é apontado por diversos entrevistados como outro cenário de violência nas grandes

cidades. Sanchin relata que as pessoas no trânsito se xingam; Seienchen lembra se tu paras no trânsito o pessoal já chega buzinando e para Shisochen também tem os exemplos dos pais que brigam no trânsito e de qualquer discussão já vira uma baderna. Como podemos observar, na sociedade atual, a violência no trânsito é decorrente, principalmente, do estresse, da intolerância e falta de tempo.

A banalização da violência no trânsito aparece sendo destaque nos principais meios de comunicação. Este fato, segundo dados da cartilha Por uma Cultura de Paz (apud RIO GRANDE DO SUL, 2003), tem levado o Brasil a ocupar os primeiros lugares no ranking mundial em acidentes de trânsito. Estima-se que 50 mil brasileiros perdem a vida por ano nas vias do país e que o número de lesões permanentes seja, pelo menos, seis vezes maior.

Está muito violento até mesmo nas cidades, nos subúrbios, comenta Suparimpei, caracterizando que nos locais em que há mais injustiças sociais, existem também maiores probabilidades de haver mais violência.

Infelizmente, segundo Gerhardt (2005, p. 51), “na América Latina, a desigualdade e a injustiça são fontes continuas de instabilidade social e de violência, criando situações com potencial de danos

e d e s t r u i ç ã o s e m e l h a n t e à s g u e r r a s .

Seisan nos fala da violência entre bairros, e Teisho caracteriza as grandes cidades tipo como se

em cada lugar se expressasse diferente, mas tem lugares que as pessoas conseguem controlar mais a

violência. Falas estas que mostram como as grandes cidades não são uniformes, mas formadas por diferentes comunidades, que nem sempre compartilham de mesmos ideais, e que têm, algumas vezes, rivalidades entre si geradoras de conflitos violentos.

Portanto, para minimizarmos estas rivalidades precisamos, segundo Gerhardt (2005) desenvolver um pouco mais o sentimento de sermos membros de uma grande família planetária, um pouco além da família comunitária.

4.1.3 NO LAR

Os filhos tão ficando mais fora que dentro de casa. A relação pais e filhos fica abalada e a criança, o adolescente, fica nas ruas convivendo com diversas situações e até com as drogas e

violência, relata Suparimpei. Este quadro das famílias na sociedade moderna demonstra que, em

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