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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 52 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.52

função das diversas tarefas profissionais, muitos pais têm pouco tempo para poder conviver e educar seus filhos, deixando estes, inúmeras vezes, suscetíveis a influências do mundo extra-familiar. Farrington (apud DEBARBIEUX e BLAYA, 2002) reforça esta idéia ao dizer que a ausência dos pais pode influenciar no potencial de violência de um indivíduo.

Suparimpei diz ainda que os pais influenciam muito no despertar da violência dos filhos. O certo seria os pais controlarem seus filhos, cuidarem bem deles. Fala esta que aponta que, além do pouco

convívio, existe também, em muitas famílias, a falta de comprometimento dos pais na educação de seus filhos.

Para Farrington (apud DEBARBIEUX e BLAYA, 2002) supervisão parental deficiente, pais agressivos (incluindo disciplina severa e punitiva) e conflito entre os pais, são importantes fatores relacionados ao contexto familiar que confluem para o aparecimento de violência na família, na escola e na sociedade.

No convívio familiar, também é muito importante, que os pais escutem os problemas dos filhos, dêem afeto, limites e atenção, enfim, que contribuam, não só no sustento material, mas principalmente, na construção do ser espiritual. Segundo Burkhardt (2003, p. 3) “se a família ignorar

  • o

    sofrimento do estudante, o problema se agravará e terá efeitos na vida adulta”.

As casas também começam a ficar muito violentas com o estresse do dia-a-dia, comenta Teisho, colocando que o ritmo agitado e competitivo da sociedade moderna também traz o estresse para dentro dos lares.

4.1.4 NAS ESCOLAS

No colégio há muita violência, comenta Seisan, reconhecendo que, hoje em dia, a escola em vez de ser um local seguro e de integração social, de resguardo para a construção integral do indivíduo, se tornou um cenário de ocorrências violentas.

Seisan relata ainda que há violência no colégio, porque vem muita gente que é de fora do

colégio. Portanto, não devemos nunca isolar a escola de seu contexto comunitário, com suas diversas realidades, fragilidades e aspirações. A sintonia da escola com o seu entorno é um importante fator para diminuir a violência escolar.

Para Cowie (apud DEBARBIEUX, 2003, p. 125) “o fator chave é a relação entre a escola e seu ambiente social. Não levar em conta o ambiente do bairro ao examinar o sucesso ou o fracasso das tentativas de lidar com a violência juvenil seria omitir uma dimensão importante”.

Para Suparimpei o convívio com os colegas também influencia bastante na violência.

A escolha das amizades é um poderoso fator de desenvolvimento de culturas de violência ou de paz no ambiente escolar. Neste período de desenvolvimento do estudante, muitas vezes, os vínculos com os colegas se tornam mais importantes que os vínculos familiares. Por isto é importante a escolha de amizades que evitem conflitos violentos, intimidações e vandalismos.

Farrington (apud DEBARBIEUX e BLAYA, 2002) lembra que o fato de ter amigos delinqüentes é um irrefutável prenúncio de violência juvenil.

As amizades escolares geram, também, a formação de grupos, que apesar de conviverem no mesmo ambiente, apresentam características distintas e disputam situações de poder com os demais.

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