X hits on this document

PDF document

Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 53 / 82

244 views

0 shares

0 downloads

0 comments

53 / 82

Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.53

Estas disputas podem, em muitos casos, levar a situações de intimidações ou resoluções violentas.

Segundo Smith (apud DEBARBIEUX e BLAYA, 2002, p. 191):

Os comportamentos agressivos e as desigualdades de poder são comuns nos grupos humanos, inclusive nos grupos de colegas nas escolas, de modo que a intimidação pode ser tentadora. A extensão e a natureza da ocorrência de intimidação, contudo,sofre a influência de diversos fatores.

Também devia ter uma educação melhor dos professores para os alunos sobre violência, ter p a l e s t r a s , e i n f l u e n c i a r a s s i m o s a l u n o s à p a z , a p o n t a S e i s a n e m f o r m a d e r e f l e x ã o c r í t i c a , n a q u a l

percebe que não há o comprometimento com este tema, nem pelas instituições escolares, tampouco pelos educadores, os quais também, na sua maioria, segundo Royer (apud DEBARBIEUX, 2003), não recebem uma formação adequada para evitar e controlar os comportamentos problemáticos ou agressivos dos jovens.

A falta de conhecimento e de habilidades por parte dos professores na resolução de situações de conflito e violência é preocupante. Por isto, para Prina (apud DEBARBIEUX, 2003), os educadores devem conhecer as diferentes pedagogias ativas, a fim de melhor preparar os jovens para se posicionarem na turma e na sociedade, como também, desenvolver atitudes relacionais com respeito à gestão de conflitos, aos processos de negociação e aos modos de tomada de decisões.

4.1.5 NOS ESPORTES

A violência no ambiente esportivo foi lembrada apenas por Seisan ao comentar que: os esportes onde têm muita violência deviam parar, demonstrando desta forma que, infelizmente, existem alguns

esportes que privilegiam o uso da violência. Estes esportes, se é que podem ser assim chamados, fogem do significado mais nobre da prática desportiva, que é, segundo Mosquera e Stobäus (1984, p. 195), tornar “o homem mais consciente física, intelectual e moralmente da sua própria pessoa. Sendo

mais consciente da sua própria pessoa é provável que seja mais responsável para a construção de um mundo melhor”.

Nos esportes que cultuam a violência, encontramos algumas lutas que buscam no poder da agressão e da intimidação dos adversários os seus objetivos principais. Estas lutas, geralmente, são desprovidas de qualquer princípio filosófico ou espiritual e, dificilmente, preocupam-se com a integridade física e psicológica de seus praticantes.

Seisan também nos fala da necessidade de punições mais graves contra isso, ou seja, de haver uma fiscalização mais severa e controle destes esportes, principalmente quando o que esta em jogo é a saúde do ser humano.

Porém, devemos lembrar que mesmo nos esportes que não cultuam a violência, quando destes forem afastados o clima de coleguismo e união, e incentivados acirradamente os aspectos destrutivos da competitividade, poderemos presenciar diversas situações de enfrentamentos violentos.

Destacam Mosquera e Stobäus (1984, p. 122), que:

Não raramente se encontra em grandes equipes apenas desenvolvimento de competição, afastado de um clima de coleguismo. [...] criam climas de ódio e hostilidade, acirrando a desunião e os jogadores ou desportistas se mantêm

unidos somente através de uma pseudodisciplina, que radica em normas, direções e nunca em espírito de equipe, companheirismo ou afetividade.

Document info
Document views244
Page views244
Page last viewedSat Dec 10 08:03:04 UTC 2016
Pages82
Paragraphs1591
Words42749

Comments