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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 54 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.54

Portanto, o esporte para funcionar, eficientemente, como uma válvula de escape não destrutiva, tanto para quem pratica quanto para quem assiste, deve estar sempre embasado no princípio de usar a agressividade positivamente, na forma de extravasamento de tensões e superação pessoal, e não de enfrentamento e destruição do oponente.

4.1.6 NA MÍDIA

A mídia é relacionada por alguns entrevistados como um instrumento desencadeador de aumento de violência. Para Gueksai-dai-it a televisão, os programas, eles centram muito a violência em alguns

lugares, mostrando que, na atualidade, os meios de comunicação de massa utilizam muito a violência como matéria prima, como um ingrediente espetacular para atrair a atenção do público e para obter altos índices nas pesquisas de audiência.

A globalidade traz, em tempo real, as mais diversas formas de violência, neste ou naquele ponto do planeta, que brutalizam e martirizam os nossos semelhantes. Os meios de comunicação de massa, geralmente, não se preocupam com a compreensão, reflexão e prevenção das razões e riscos da violência, em razão disto são vistos, diversas vezes, como pólos transmissores de cultura de violência, por apenas transmitirem a violência visando à emoção pública pelo sensacional, e de acordo com Ortega (apud DEBARBIEUX, 2003), em determinadas ocasiões, produzindo tensões e modelos agressivos.

Entretanto, se buscarmos a transformação desta visão sensacionalista, encontraremos nos meios de comunicação um importante aliado para difusão de uma cultura de paz, conforme ressalta Gerhardt (2005, p. 226), ao comentar que:

A influência da mídia na sociedade é inegável. Até agora, a sua contribuição se limita à disseminação de uma cultura da violência, atingindo indiscriminadamente, crianças, adolescentes, adultos e idosos, mulheres e homens. Entretanto, os meios de comunicação têm um potencial ainda inexplorado para difundir uma cultura da não-violência.

Shisochen nos fala da violência nos programas infantis: Tu podes ver pelos desenhos que as crianças já estão aprendendo logo cedo a serem agressivas. Comentário este que demonstra a preocupante banalização da violência, a qual mesmo na programação infantil, aceita como natural a solução de conflitos através de atitudes violentas. Felizmente, não são todos os programas destinados as crianças que incitam e banalizam a violência. Portanto, cabe aos responsáveis pela educação das crianças e adolescentes, estimular a audiência de programas não violentos, ou quando muito, desenvolver uma consciência crítica e reflexiva sobre a violência nos demais programas.

      • 4.1.7

        O ESTRESSE, A FALTA DE PACIÊNCIA E DE CONTROLE

        • O

          estresse, juntamente com a falta de controle, paciência e reflexão, configuram, para diversos

entrevistados, como os principais fatores causadores da violência na sociedade atual.

As pessoas tão estressadas, comenta Seienchen, e este estresse, decorrente principalmente do ritmo agitado imposto pela sociedade atual, torna-se causador de muitas enfermidades, e quando associado ao desequilíbrio afetivo-emocional, gera conflitos interpessoais, dificuldades de relacionamento e o surgimento de atitudes intempestivas.

Diversos entrevistados relatam de como a falta de paciência e controle leva a situações de agressividade/violência. Gueksai-dai-ni coloca que as pessoas não tão mais levando; é um contra o outro, todo mundo pensando em se dar bem e agredindo direto. Shisochen vê que as pessoas estão

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