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Porto Alegre, janeiro de 2006 - page 66 / 82

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Hélio Riche Bandeira, Mestre em Educação, PUCRS * www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais * p.66

interiorizado.

Portanto motivação é o elo fundamental para podermos cumprir uma das principais tarefas da educação que é o de fazer o aluno interessar-se por aprender, para então posteriormente fazê-lo aprender a aprender e assim tornar o conhecimento construído útil ao longo de toda a sua vida.

A motivação na aprendizagem pode ocorrer de forma extrínseca ou intrínseca. Huertas (2001) define como motivação extrínseca quando a finalidade da ação, a meta, e o propósito tem haver com uma contingência externa, com uma promessa de um benefício tangível e exterior, e como motivação intrínseca quando o que interessa é a própria atividade, que tem um fim em si mesma e não como um meio para outras metas.

A aprendizagem para ser significativa e duradoura necessita que as motivações sejam interiorizadas pelo aluno, de modo que gere um interesse autônomo por aprender, no qual transforme os motivos percebidos fora de si em motivações intrínsecas. Desta forma, Pozo(2002, p. 140) nos relata que “aprender pela satisfação pessoal de compreender ou dominar algo implica que a meta ou motivo da aprendizagem é precisamente aprender, e não obter algo em troca da aprendizagem”.

Na construção de culturas de paz devemos lembrar que, segundo Ortega (2002, p. 34), “a falta de motivação dos estudantes pode ser uma das causas do clima de conflito na escola”.

4.3.1 GOSTO PELAS ARTES MARCIAIS E SUA FILOSOFIA

Já tinha feito tae-kwon-do quando era pequeno e gostei, assim ao saber que tinha karate no

colégio e tinha colega meu fazendo também fui fazer, relata Gueksai-dai-it demonstrando seu apreço desde pequeno pela prática de artes marciais.

Eu sempre me interessei por artes marciais e pela filosofia, comenta Sanseru interligando de forma conclusiva a filosofia oriental às artes marciais.

  • O

    karate é um esporte que está totalmente fundamentado em um contexto filosófico, visto que

todas as artes marciais japonesas possuem um espírito bem definido e que se mantém vivo até hoje. Desta forma no karate, segundo Oliveira Filho (1997), aprende-se um pouco da filosofia oriental, o zen, a força interior, o pensamento oriental, tudo inserido no dia-a-dia dos treinamentos.

A íntima sintonia do karate com a filosofia oriental aparece desde suas mais remotas origens. A sólida sustentação filosófica do karate, conforme Gaertner (1999, p. 60), “tem seu início na Índia, sob

forte influência budista, chega até à China de carona com o zen-budismo e recebe o impacto do

p e n s a m e n t o t a o í s t a e d o c o n f u c i o n i s m o .

  • O

    pensamento filosófico oriental pode ser bem caracterizado no karate, segundo Sasaki (1978, p.

    • 22)

      , através dos seguintes lemas: “esforçar-se para a formação do caráter; fidelidade para com o

verdadeiro caminho da razão; criar o intuito do esforço; respeitar acima de tudo; conter o espírito

de agressão”.

Para Shisochen ao comentar: praticar esporte, fazer alguma coisa diferente e também porque eu

gosto muito da arte oriental, como para Saifa em que: um pouco pela filosofia e um pouco também por esporte, como uma atividade esportiva para a pessoa se mexer e não ficar sedentária, a busca da prática do karate teve, além do motivo de conhecer melhor a filosofia oriental das artes marciais, a procura de uma atividade esportiva para sair do sedentarismo.

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