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Pelo facto de haver pessoas instaladas no mesmo local, e por viverem em paz, foi possível produzirem objectos delicados, desenvolverem a estética, as artes da música e da pintura. A técnica foi evoluindo, empurrada por um desejo de concretizar o fabrico de instrumentos. As guerras foram momentos de transformação drásticos, que obrigaram a uma produção específica de artefactos e impulsionaram a técnica da qual dependiam.

Havia locais de grande densidade populacional, onde o comércio era a forma de actividade que gerava formas de subsistência. A troca e venda de produtos feita por rotas suportadas por nómadas e posteriormente por caminhos marítimos foi crescendo, e os modos de negociar foram criando laços entre empresas, através de alianças, contractos. As diversas sociedades produziam as suas leis. As diversas áreas de conhecimento e de instrumentos aliados à vontade e desejo das pessoas de viverem melhor e com mais qualidade trazem a humanidade para um novo ponto de grande transformação. A máquina a vapor é reinventada e através dela novos horizontes se abrem1. As suas múltiplas aplicações, rentabilidade e lucros acrescidos produzem a revolução industrial no início do século XVIII com a utilização da máquina a vapor na mecanização dos sistemas de produção na Inglaterra. O artesanato era a produção mais utilizada na Idade Média e tudo mudou na Idade Moderna,

Associado ao crescimento populacional, que trouxe maior procura de produtos e mercadorias, a burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, procurou alternativas para melhorar a produção de mercadorias.

 A Inglaterra liderou a revolução industrial porque possuía grandes reservas de carvão mineral no subsolo, principal fonte de energia para movimentar máquinas e locomotivas a vapor. Também possuíam grandes reservas de minério de ferro, principal matéria-prima utilizada nesse período. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados por haver uma grande

1 Herão, matemático e físico que viveu na Alexandria, Egipto, descreveu a primeira máquina a vapor conhecida em 120 a.C. A máquina consistia numa esfera metálica, pequena e oca montada sobre um suporte de cano proveniente de uma caldeira de vapor. Dois canos em forma de L eram fixados na esfera. Quando o vapor escapa por esses canos em forma de L, a esfera adquiria um movimento de rotação. Este motor, entretanto não realizava nenhum trabalho útil. Centenas de anos depois, no séc. XVII, as primeiras máquinas a vapor bem sucedidas foram desenvolvidas.

Vítor Vaz da Silva – Sistemas de Informação – UCP – 20062

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