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1546 no Decreto Concernente às Escrituras Canônicas o clero romano decidiu que:

Se alguém não receber como sagrados e canônicos os livros do Antigo e do Novo Testamento, inteiros e em todas as suas partes, como se contém na velha edição Vulgata, e conscientemente os condenar, seja anátema.28

Esta decisão da Igreja Católica Romana implicou que ao adotar a Vulgata Latina como texto padrão oficial, ela endossou todos os livros apócrifos que esta tradução continha. A Vulgata Latina é uma tradução em latim da Bíblia feita em 382-383 d.C. a partir da Septuaginta29 e não do texto hebraico original. O tradutor da Vulgata Latina foi Sofrônio Eusébio Jerônimo (340-420 d.C.), sendo que ele mesmo questionava o acréscimo de livros na nova tradução latina que não faziam parte do texto hebraico. Em outras palavras a Vulgata Latina é uma tradução de outra tradução e não do original.

Como herdeiros da Reforma a nossa convicção encontra-se expressa na Confissão de Fé de Westminster da seguinte forma:

Os livros comumente chamados apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; e, portanto, não são de nenhuma autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados nem utilizados senão como escritos humanos.30

O cânon das Escrituras

O cânon é a coleção de livros reconhecidamente inspirados e autorizados por Deus. Recebemos somente estes como sendo a Palavra de Deus. A sua divisão em nossa Bíblia se encontra de modo literário e não cronológico. A classificação é como segue abaixo:

O Antigo Testamento

Livros da Lei

Livros Históricos

Livros Poéticos

Profetas Maiores

Profetas Menores

Gênesis

Josué

Isaías

Oséias

Juízes

Joel

28 Herminsten M.P. da Costa, A Inspiração e Inerrância das Escrituras Uma Perspectiva Reformada (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 1998), p. 70.

29 A Septuaginta (LXX) é a tradução grega do Antigo Testamento feita entre 200 a 150 a.C., por uma equipe de aproximadamente 70 judeus. Embora a tradução foi realizada à partir do texto hebraico, foram acrescentados vários outros livros religiosos e escritos em grego, que circulavam entre os judeus. Norman Geisler & William Nix, Introdução Bíblica (São Paulo, Ed. Vida, 1997), pp. 196 e 213.

30 Confissão de Fé de Westminster I.3.

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