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Schein (1993) define âncora de carreira como sendo o conjunto de autopercepções relativas a talentos e habilidades, motivos e necessidades e atitudes e valores que as pessoas têm com relação ao trabalho que desenvolvem ou que buscam desenvolver. Schein (1993) apresenta oito tipos de âncoras de carreira: empreendedorismo, competência técnico- profissional, estilo de vida, desafio puro, autonomia, segurança no emprego, serviço e dedicação e gerir pessoas.

Para Van Maanen (1977) e Schein (1978) o conceito de carreira pode ser dividido em carreira interna, em que o indivíduo busca uma ocupação e carreira externa, em que a organização tenta estabelecer padrões de desenvolvimento para os empregados durante sua

vida profissional na organização. Martins (2001) analisou que

, enquanto organizações empresariais, algumas

instituições de ensino possuem planos de carreiras bem estruturados, visando reconhecer o desempenho dos professores e propiciar oportunidades de crescimento profissional através de cursos, pesquisas, estágios e viagens de intercâmbio educacional.

Dutra (1996) ainda diz que, “a carreira não deve ser entendida como um caminho rígido a ser seguido, mas como uma seqüência de posições e de trabalhos realizados pelas pessoas. Essa seqüência articulada de forma a conciliar o desenvolvimento das pessoas com o desenvolvimento da empresa é o que chamamos de carreira”.

Após essas definições de carreira, vamos estudar a construção de uma carreira onde as pessoas não estão presas às organizações, a carreira proteana.

2.2. CARREIRA PROTEANA

De acordo com a Enciclopédia Brasileira Globo (1980), Proteu era uma divindade marítima da mitologia grega. Era filho de Oceano e Tétis, deuses da água. Tinha o dom de transformar-se a sua vontade, de prever o futuro e a capacidade de transformar sua aparência física no ser que desejasse. Utilizava essa habilidade para afastar os curiosos que o importunavam, desejosos de saber os acontecimentos vindouros. Era representado na figura de um velho marinheiro.

A carreira proteana, desenvolvida por Hall (1996), que contesta à carreira organizacional estruturada no tempo e no espaço, é um processo no qual a pessoa está gerenciando a direção de sua própria carreira. Esse processo que pode ser gerenciado mais pelo profissional do que pela organização, pode ser redirecionado de tempos em tempos para atender às necessidades do indivíduo. Ela tem como características o aprendizado, o sucesso psicológico e a expansão da identidade, independentemente da profissão ou empresa escolhida.

Hall e Mirvis (1996) apresentaram o conceito de carreira proteana como uma série de experiências ao longo da vida, das competências, aprendizagens, transições, mudanças e identidade. Para eles, o desenvolvimento da carreira proteana se dá por meio da aprendizagem, auto-direção, e o constante desafio no trabalho. Segundo eles, para obter sucesso na carreira proteana um importante ingrediente é o know-how (conhecimentos e habilidades necessários ao desempenho do trabalho), para que em vez de procurar um emprego estável, o indivíduo aumente sua empregabilidade no mercado. Além disso, Hall e Mirvis (1996) destacam o papel da organização como a atribuidora de desafios, fornecendo o ambiente para o desenvolvimento de relacionamentos e passando informações mais desenvolvidas e com mais recursos.

De acordo com Martins (2001), transportando a lenda mitológica ao mundo dos negócios, o dom da adivinhação de Proteu se refere à habilidade de planejar a carreira com base em uma visão de futuro compatível com os objetivos fundamentais do indivíduo, traduzindo-se na capacidade de mudar a forma de maneira versátil e adaptável, para atingir esses objetivos. Para Martins (2001), a decisão de Proteu de afugentar os mortais pode ser

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