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Quadro 02 – As diferenças entre Carreira Tradicional e Carreira Sem fronteiras

Carreira tradicional Î Indivíduo dependente da organização

Î Emprego de longo prazo Î Características burocráticas

Î Ascensão hierárquica com o passar dos anos

Carreira sem fronteiras Î Autonomia entre indivíduo e organização Î Instabilidade empregatícia Î Negociabilidade; redes de relacionamento Î Necessidade de constante qualificação

Fonte: Autores

Baker e Aldrich (2001) sugerem que diferentes grupos de pessoas terão experiências distintas em relação à carreira sem fronteiras: pessoas que estão entrando no mercado de trabalho e/ou empregados do núcleo estratégico das empresas, por exemplo, teriam melhores condições de construir carreiras sem fronteiras do que empregados mais velhos ou que pertencem à “periferia”.

No próximo tópico será feita a análise do ambiente em que esses profissionais encontram-se inseridos, o ambiente abstrato e consequentemente as formas organizacionais

2.4. O AMBIENTE ABSTRATO E NOVOS DESENHOS ORGANIZACIONAIS

As constantes mudanças decorrentes das rápidas transformações trouxeram para as organizações a necessidade de repensar e reformular seus modos de trabalhar por meio de novos desenhos organizacionais. Tais desenhos têm ocasionado modificações de ordem tecnológica, estrutural e cultural nas organizações e conduzem a diversos impactos na carreira do indivíduo.

Com base na pesquisa de Shandler (1996) sobre estratégia e estrutura organizacional envolvendo o processo histórico das grandes empresas Du Pont, General Motors, Sears e Standard Oil, chegou-se a conclusão de que, na história industrial dos últimos cem anos, a estrutura organizacional das grandes empresas americanas foi sendo gradativamente determinada pela sua estratégia mercadológica.

No campo organizacional, a noção de rede é aplicada a uma ampla variedade de formas de relações entre firmas, como, por exemplo, no caso de joint ventures (uma associação de empresas, não definitiva e com fins lucrativos, para explorar determinado negócio, sem que nenhuma delas perca sua personalidade jurídica), alianças estratégicas, relações de terceirização e subcontratação, distritos industriais, consórcios, redes sociais, redes de cooperação entre pequenas e médias empresas, entre outras (POWELL, 1987; OLIVER, 1990; GRANDORI e SODA, 1995).

Isso ocorre pelo fato de a noção de rede ser suficientemente abstrata. Para Fombrun (1997) o conceito de rede tem sido empregado para caracterizar um conjunto de fluxos, por exemplo, recursos e informações, entre um conjunto de nós, por exemplo, indivíduos, grupos, organizações e sistemas de informações.

  • O

    ambiente operacional de uma organização, também pode ser visto como uma rede

de organizações, que possam ser fornecedores, distribuidores, agências reguladoras e outras organizações. Esses autores ressaltam a importância das relações estabelecidas numa rede de organizações, sendo que as ações, atitudes e comportamentos dos atores de uma organização, são mais bem explicados em termos da sua posição nessa rede. Entretanto, as próprias redes não são imutáveis. Elas se encontram num processo de contínua mudança e podem ser construídas, reproduzidas e alteradas como resultado das ações dos atores que a compõem.

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