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Planejamento familiar: importância do conhecimento das características da clientela ... - page 4 / 8

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pLanejamento famiLiar: importância do conhecimento das características da cLienteLa para impLementação de ações de saúde

ternativa viável de longa duração, contrapondo-se à laqueadura em mulheres com maior risco de arre- pendimento.

A maioria das mulheres des- te estudo optou pela realização da laqueadura e teve a cirurgia apro- vada e marcada, porém houve uma quantidade importante daquelas que desistiram. O mesmo foi obser- vado em relação ao DIU: houve uma equivalência entre a desistência do DIU e sua colocação (Tabela 1).

Em um estudo realizado com 31 mulheres esterilizadas, verificou- se que a rejeição a outros métodos, como hormonais e DIU, baseou-se pela baixa inocuidade; a métodos comportamentais (Tabela, Billings) por questões de baixa eficácia; os de barreira (diafragma e camisinha), por dificuldades no uso, padrões culturais, de sexualidade e baixa eficácia (Carvalho, Schor, 2005).

Parte II: Caracterização dos clientes do estudo

Foi observada, em relação aos clientes participantes deste estudo (amostra), maior participação de mulheres (96,6% p=0,001) que de homens; faixa etária predominante de 28 a 38 anos (50,0% p=0,015).

Observou-se significância esta- tística entre a escolaridade e faixa etária, sendo esta mais represen- tativa entre os clientes de 28 a 38 anos com ensino fundamental in- completo.

A maioria dos clientes (80%) apresentou ensino fundamental in- completo e maior número de filhos (acima de 3), sendo esta relação es- tatisticamente significante.

A maior ocorrência de partici- pação de mulheres no planejamen- to familiar pode estar associada à própria cultura patriarcal e a biolo- gia humana, pois quem engravida é a mulher e a ela muitas vezes é imposta a responsabilidade do con- trole de natalidade.

Alguns dos motivos pelos quais muitos homens resistem à partici- pação em PF, ou até mesmo a que suas companheiras usem contra- ceptivos, devem-se a: associação da virilidade à fertilidade; receio de que o uso da contracepção por suas mulheres poderia predispor à infidelidade; motivos religiosos; medo de enfraquecimento de sua autoridade de chefe de família; e de possíveis efeitos colaterais (Carva- lho et al, 2001).

Nos resultados do presente estudo, verificou-se, ainda, que a faixa etária prevalente no PF foi a de 28 a 38 anos de idade (50,0%) (Tabela 2).

  • O

    mesmo achado foi observado

em estudo realizado por Fernandes (2008), em que a maioria da popu- lação era adulta na faixa etária dos 25 aos 39 anos e se encontrava na fase intermediária da idade repro- dutiva (46%).

Outro achado deste estudo foi que a maioria das mulheres vivia

com seus cônjuges (90%) e apresen- tava baixa escolaridade (Tabela 2),

  • o

    que também pôde ser verificado

no estudo de Fernandes (2008), em que 82% das mulheres era casada ou amasiada, 14% separada e 4% viúva e apresentava baixa escolari- dade; aproximadamente 75% tinha menos de oito anos de estudos.

Em um estudo de Alves e Lopes (2007), verificou-se que a maioria das mulheres vivia com seus com- panheiros (75,9%) e começou sua atividade sexual entre 15 e 20 anos de idade (76,4%), coincidindo com

  • o

    início do uso de método contra-

ceptivo (71,8%).

No presente estudo foi obser- vada baixa renda entre os clientes, sendo que 60,0% viviam com cerca de um ou entre um e três salários mínimos e em média tinham cerca de três filhos (66,7%) (Tabela 3).

Segundo estudo realizado por Vieira et al (2001), sobre o uso de métodos anticoncepcionais no Es- tado de São Paulo, observou-se que a maioria das mulheres submetidas à laqueadura se encontrava dentro das classes de menores índices de escolaridade e nível econômico.

Parte III: Descrição de informações sobre os métodos contraceptivos

No presente estudo, foi obser- vada a ocorrência de gravidez du- rante o uso de método contraceptivo em dois casos (6,7%) e satisfação

n

%

n

%

n

%

n

%

Fundamental Completo

0

0,0

1

6,7

1

16,7

2

6,7

Fundamental Incompleto

1

11,1

12

80,0

2

33,3

15

50,0

Médio Completo

6

66,7

1

6,7

3

50,0

10

33,3

Médio Incompleto

2

22,2

1

6,7

0

0,0

3

10,0

TOTAL

9

30,0

15

50,0

6

20,0

30

100,0

escolaridade

p-valor = 0,013

totaL

tabela 2. Distribuição dos clientes quanto à escolaridade e à faixa etária

18 --| 28

faixa etária 28 --| 38

38 --| 48

  • O

    MundO da Saúde o Paulo 2008; 32(4):412-419.

415

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