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A DANÇA DA QUADRILHA - page 12 / 21

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Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares, vol.4. n. 1, 2007.

pressas, além de serem em quantidade, pela própria natureza do sistema de re- produção, tinham duas origens: Brasil e exterior; as cópias manuscritas, per- sonalizadas, não podiam competir com aquelas, dado o tempo demandado pe- los copistas na execução de seu ofício.

Das 10 cópias por xerox de partitu- ras impressas, apenas duas não tiveram seus originais encontrados em outro acervo. Ressalta-se que uma peça pode ter dois ou três formatos (impressa e cópia xerox; impressa e cópia manus- crita; impressa, cópia xerox e cópia manuscrita) e ser encontrada duplicada num mesmo acervo ou em outro.

Dos 1.096 títulos de quadrilhas no- meadas no Catálogo, não foi encontra- da qualquer edição de 353 peças menci- onadas nos catálogos das editoras, o que significa cerca de um terço do total. As 2.163 referências em catálogos, posto que um mesmo título pode ter diversas editoras e impressões, indicam o que se compôs, arranjou, publicou e circulou de partituras de quadrilhas – além das lo- calizadas nos acervos – e, o que é mais surpreendente, o quanto se perdeu. (ver Tabela 1)

As diferenças quantitativas dos acer- vos se devem a fatores peculiares a cada biblioteca, como, por exemplo, o seu tem- po histórico, a história de sua formação e organização, o perfil do acervo – se espe- cificamente musical ou não –, seu idealizador, local e época de sua criação, aquisições ou incorporações de coleções particulares, condições de guarda e regis- tro, enfim, diversas variantes que possi- bilitaram ou não a guarda das partituras.

A pesquisa sobre os compositores, para situá-los em tempo e espaço, con- figurou-se tarefa árdua, porque muitos autores de quadrilhas só se dedicaram aos gêneros de música para dança, sem ter conquistado notoriedade no meio musical, ficando, conseqüentemente, ausentes das obras de referência. Os “desconhecidos” são em quantidade sig- nificativa, e o desvelamento de suas vi- das certamente possibilitaria a escrita de uma outra história da música brasileira.

Foram muitos os compositores brasi- leiros e estrangeiros que se dedicaram à composição de quadrilhas. Um olhar comparativo do repertório de dança de salão no século 19, guardado nos acer- vos visitados, mostra que as polcas, val- sas e quadrilhas se constituem nos gê- neros mais representativos da época.

Embora fosse desejável situar todos os compositores apontados no Catálogo das quadrilhas, existem muitos deles, brasileiros e estrangeiros, sobre os quais se fez meramente a aproximação de seu período de vida, sem se ter condições de balizá-lo, e outros sobre quem não se obteve qualquer referência. Sendo assim, os números referentes a compositores que apresento a seguir não devem ser consideradas absolutos. Englobam au-

Tabela 1

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