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HOMOSSEXUALIDADE E PRECONCEITO: ASPECTOS DA SUBCULTURA - page 6 / 14

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urbanização e industrialização que favoreceram um relativo anonimato e impessoalidade para aqueles homossexuais que resolveram morar nas grandes cidades. No Rio de Janeiro, assim como em outros lugares do mundo, a noção de identidade homossexual, aliada aos esforços dos grupos de conscientização, foram elementos fundamentais para a constituição de uma subcultura que une indivíduos que compartilham desejos e práticas homossexuais. Este sentimento de comunidade, com tradições e instituições próprias, vem ganhando força progressivamente desde a década de 80. No caso brasileiro, apesar de muitos homossexuais terem adotado a identidade gay, a subcultura em sua dimensão mais ampla parece ter se unido em torno da noção de diferença sexual. Em oposição ao termo identidade (que implica uma idéia de “igualdade”), este conceito permite que homens que possuem distintas identidades, desejos e origens sociais, partilhem de um sentimento comum de “diferença sexual”, isto é, de fazerem parte de um meio social que se define como uma alternativa às normas heterossexuais dominantes. De acordo com Green (1999), a idéia de comunidade está ligada a um sentimento de conexão com outras pessoas que compartilham uma experiência similar de marginalidade social. Deste modo, fortes laços podem se desenvolver entre indivíduos estranhos que se conheceram na praia, em festas ou eventos da comunidade, não apenas devido à atração sexual, mas resultante de uma afinidade baseada na necessidade compartilhada de enfrentar o preconceito e a discriminação.

Vale ressaltar que ao mesmo tempo em que a subcultura permite que muitos homossexuais se desvencilhem de rótulos impostos externamente, ela também provoca a divisão da comunidade em subgrupos ainda menores que tendem a se auto-rotular. A lista abaixo destes diversos subgrupos, possui um caráter simplesmente descritivo, não pretendendo, de forma alguma, dar conta de todos os subgrupos nem de fixá-los em definições estanques, negando a diversidade do mundo homossexual. Desta forma, entre os homossexuais do sexo masculino poderíamos citar, brevemente, os seguintes subgrupos: transformistas e drag queens (homens que se vestem como mulheres, geralmente com o intuito de fazer apresentações artísticas; são caricaturas escrachadas da figura feminina), travestis (homens que se vestem e se comportam como mulheres, freqüentemente utilizando implantes de silicone e hormônios para modificar o corpo; muitos se dedicam à prostituição), michês ou garotos de programa (homens que se prostituem, sem necessariamente se considerarem homossexuais),

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