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Mal sem mudança

Da América infeliz porção mais doente, Brasil, ao te deixar, entre a alvadia Crepuscular espuma, eu não sabia Dizer se ia contente ou descontente.

Já não me entendo mais. Meu subconsciente Me serve angústia em vez de fantasia, Medos em vez de imagens. E em sombria Pena se faz passado o meu presente.

Ah, se me desse Deus a força antiga, Quando eu sorria ao mal sem esperança E mudava os soluços em cantiga!

Bem não é que a alma pede e não alcança. Mal sem motivo é o que ora me castiga, E ainda que dor menor, mal sem mudança.

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