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A cinza das horas

Nem sempre, porém, o poeta alcança este contentamento, este alívio triste e vago. Assim, por vezes confundindo a lembrança das afeições mais caras ao ambiente que o envolve, enche-se de desânimo, julga-se desamparado e esquecido, fala com  repugnância do passado e da saudade, odeia a solidão e o silêncio:

“O tempo... Horas de horror e tédio da memória.

Ah! Quem mo reduzira ao minuto que passa.”

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