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Carnaval

Vestido de Pierrot, a cara pintada de bistre (castanho-amarelada = o roxo das olheiras), desejando, querendo ser alegre, o poeta não faz do seu Carnaval uma festa da alegria coletiva, expansão vertiginosa das multidões que se deslocam e se embaralham num desejo de mútua penetração, numa necessidade de sentimento unânime, alegria que se goza a hora marcada, sem evocações e sem lembranças, vagando à superfície das sensações brutas, à sorte dos imprevistos e da aventura, alegria de paixões instantâneas e entusiasmos efêmeros.

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