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Segundo Alfredo Bosi, Manuel Bandeira chamou-se um dia de “poeta menor”. Fez por certo uma injustiça a si próprio, mas deu, com essa notação crítica, mostras de reconhecer as origens psicológicas da sua arte: aquela atitude intimista dos crepusculares (simbolistas e pós-simbolistas) do começo do século que ajudaram a dissolver toda a eloqüência pós-romântica, pela prática de um lirismo confidencial, auto-irônico, talvez incapaz de empenhar-se num projeto histórico, mas, por isso mesmo, distante das tentações pseudo-ideológicas, alheio a descaídas retóricas.

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