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Meninos carvoeiros

A alegria , contudo, desaparece em uma segunda leitura do último verso, deflagrada pelo substantivo “espantalhos”, adjetivado “desamparados”. Ao mesmo tempo em que dançam e bamboleiam, talvez por brincadeira, esses dois atos remetem novamente à sua miséria raquítica e de roupas remendadas, troteando um pouco trôpegos e sem firmeza pelo andar das bestas, por sua vez magrinhas e descadeiradas, metaforizados como espantalhos, remendados e desconjuntados, desamparados, como se nos afigura ser um espantalho, devido à natureza intrínseca de sua função.

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