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D1. HISTÓRIA E INTRODUÇÃO ÀS ARTES - page 10 / 21

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· A Arquitetura Gótica

A arquitetura era a principal manifestação da arte gótica e as demais à ela serviam.

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Da necessidade de construir catedrais que correspondessem à euforia e ao misticismo do

povo, surgiu a arquitetura gótica. A construção dos templos, a princípio a cargo de corporações

variadas, passou a ser dirigida por mestres leigos, especialistas no estilo gótico.

Os arcos de meia circunferência usados nas abóbadas das igreja românicas, faziam com

que todo o peso da construção fosse descarregado sobre as paredes. Isso obrigava a um apoio

lateral resistente: pilares maciços, paredes muito espessas, poucas aberturas para fora. O espaço

para as janelas era bem reduzido e o interior da igreja escurecia. O arco de meia circunferência

foi substituído por arcos ogivais ou arcos cruzados. Isso dividiu o peso da abóbada central,

fazendo com que ele se descarregasse sobre vários pontos, simultaneamente. Pôde ser usado

material mais leve, tanto para a abóbada como para as bases de sustentação. Em lugar dos

sólidos pilares, esbeltas colunetas passaram a receber o peso da abóbada.

O restante do peso foi distribuído por pilares externos. Estes, por sua vez, remetem o peso

aos contrafortes torres pontiagudas e muito trabalhadas, que substituem as maciças pilastras

românicas, com a mesma função. As torres dão mais altura e majestade à catedral. As paredes,

perdendo sua importância, como base de sustentação, passam a ser feitas com um dos materiais

mais frágeis de que então se dispunha: o vidro. Surge a desejada luminosidade. Grandes e

feéricos vitrais coloridos ilustram em desenho, cenas da vida cristã. A magia dos vitrais góticos,

que filtram a luz do sol, enche a igreja de uma claridade mística que “lembra” a presença “divina”. Entre os templos mais famosos, podemos citar: Chartres, Reims, Colônia, Notre- Dame de Paris, Westminster e Burgos.

· A Música na Idade Média

As artes começaram a diversificar em duas grandes correntes no início da Era Cristã: a arte profana e a arte religiosa. Com os cristãos perseguidos, estes passaram a exercer os seus

cultos religiosos em catacumbas, onde fizeram música destinada a esses cultos.

Originariamente, estas músicas sofreram influências da música hebráica e dos cantos populares

romanos, mas eram construídas com as técnicas dos gregos. As músicas profanas, assim como a

língua vulgar, vão penetrando nos ofícios religiosos, até a completa desfiguração destes. O

rompimento acontece: a Igreja rejeita tudo o que foi introduzido de estranho em seus rituais.

Coube ao Papa Gregório I (Gregório Magno), no século VI, unificar os cânticos

religiosos, como recurso para padronizar a liturgia em toda a Europa. Reuniu num só livro

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