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Promover o bem-estar das crianças e dos jovens (Finlândia)

A estratégia Turku incide nas crianças, nos jovens e nas famílias com filhos. A sua execução assenta num modelo de rede gerido e controlado por um comité de gestão para o bem-estar das crianças e dos jovens, de que fazem parte especialistas dos vários serviços e um perito em programação urbana. Os indicadores de acompanhamento dos factores mais relevantes foram definidos em cooperação com o Centro Nacional de Investigação e Desenvolvimento para o BemEstar e a Saúde (STAKES). Os indicadores apoiam-se num “orçamento Criança” trienal, um instrumento destinado a verificar como as várias autoridades gastam anualmente as verbas destinadas a medidas em prol das crianças e dos jovens. Para além dos projectos de acompanhamento da evolução dos indicadores e dos recursos (orçamento Criança), foi desenvolvido um modelo de avaliação de impacto ambiental na perspectiva da criança, a fim de garantir que os interesses dos mais jovens são devidamente considerados nas estratégias de utilização dos solos e de planeamento urbano.

São três as grandes abordagens da pobreza infantil: a primeira é uma abordagem integrada e global, a segunda preconiza a intervenção precoce e a terceira centra-se no apoio às crianças, sempre que possível, no contexto da família e da comunidade em que vivem. O Reino Unido coloca a problemática da pobreza infantil no cerne da sua estratégia e o governo tem vindo a envidar esforços que comportam investimentos significativos de recursos adicionais. Tendo fixado a meta ambiciosa de reduzir para metade até 2010 e erradicar até 2020 a pobreza infantil, o Reino Unido confere grande importância à parceria, à colaboração multilateral e à intervenção precoce. O programa Sure Start é a principal iniciativa para dar resposta às necessidades das crianças mais desfavorecidas na faixa etária dos 0 aos 3 anos, através de uma rede de centros de infância nas zonas mais carenciadas. Outra característica da perspectiva do Reino Unido assenta numa estratégia ascendente para responder às necessidades locais, envolvendo pais e filhos na concepção e fornecimento dos serviços. Exemplo disso é o Children's Fund, que trabalha com crianças dos 5 aos 13 anos nas quais foram detectados sinais de risco de exclusão social. A Suécia sublinha que as medidas que se revelam positivas para todas as crianças - sistemas universais e soluções de âmbito geral que beneficiam a maioria - são particularmente adequadas para as crianças em risco. Este país reforçou recentemente as medidas de protecção das crianças em risco e criou um grupo de trabalho para analisar a situação dos jovens nas famílias vulneráveis, a fim de identificar áreas onde são necessárias ulteriores medidas. A fim de prevenir e combater o fenómeno da violência sobre as crianças, foram propostas medidas para reforçar a colaboração entre a polícia, as escolas e os estabelecimentos de ensino pré-escolar, serviços de saúde e serviços sociais. A Alemanha, ao colocar a tónica na construção de uma sociedade ao serviço da criança e da família, com um programa de apoio às crianças e jovens que vivem em zonas desfavorecidas, sublinha a importância da interacção entre diversas áreas de intervenção, designadamente o bem-estar dos jovens, as escolas, a administração do trabalho, o planeamento urbano e social, a política de saúde e a política cultural. A Finlândia realça a intervenção precoce e o desenvolvimento de serviços conjuntos e da cooperação pluriprofissional. Este país entende, entre outros aspectos, reforçar e expandir o seu modelo de intervenção, intensificando a cooperação entre as autoridades sociais,

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