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Na Alemanha, o governo federal alargou o processo de diálogo no âmbito do PAN/incl às autoridades dos Länder, das cidades e dos municípios. Uma maior integração do trabalho dos Länder viria reforçar o PAN. A Itália colocou a tónica na descentralização para as regiões e as autoridades locais, as quais, na sua maior parte, reforçaram a respectiva capacidade de integrar estratégias plurisectoriais e descentralizadas, assentes em parcerias com todos os agentes interessados. Por outro lado, uma coordenação mais acentuada das políticas e das medidas, bem como o acompanhamento e a avaliação das acções parecem necessários para evitar novos desequilíbrios entre regiões que conhecem dinâmicas diferentes ou mesmo divergentes.

O plano nacional do Reino Unido dá conta de novas estratégias por parte das administrações descentralizadas da Irlanda do Norte (New Targeting Social Need e Promoting Social Inclusion Initiative), da Escócia (Closing the Opportunity Gap) e do País de Gales (Child Poverty Task Group). A participação das comunidades locais foi importante na fase inicial, mas deverá agora ser consolidada.

A descentralização suscita também novos desafios profissionais para as administrações locais e regionais. Apreender de forma continuada os novos desenvolvimentos da inclusão social constitui para os responsáveis políticos locais e para o pessoal dos serviços públicos um importante desafio, o qual nem sempre é acolhido nas estratégias políticas.

No plano local

A necessidade de integrar e coordenar esforços para combater a pobreza e a exclusão social na esfera local é amplamente reconhecida. Daqui resulta o importante papel que muitos Estados-Membros atribuem às autoridades locais e municipais neste domínio.

Por exemplo, a Suécia salienta o papel dos municípios e a necessidade de fomentar a cooperação horizontal na fase de implementação de planos de acção. A Irlanda destaca a acção da rede de combate à pobreza das autoridades locais (Local Government Anti-Poverty Learning Network) e o Reino Unido salienta o papel destas autoridades na elaboração de estratégias comunitárias na Inglaterra e no País de Gales. Em França, a nova lei da descentralização permitirá uma colaboração mais estreita entre o Estado, as autoridades locais, os peritos nestas matérias e os cidadãos interessados em desenvolver novas formas de realizar e avaliar as políticas, para combater a insegurança financeira e a exclusão social, devendo no futuro as estruturas regionais assumir plena responsabilidade pelo programa de integração do rendimento mínimo e a mobilização de todos os agentes envolvidos. Na Dinamarca, as autoridades locais estão bem representadas na estrutura institucional de combate à exclusão social. A Grécia coloca a tónica na necessidade de trabalhar em rede e cooperar a todos os níveis. É ainda destacado o papel essencial das autoridades locais para conferir uma dimensão de coesão e globalidade à provisão de serviços e a criação a este nível de instâncias consultivas em questões de política social que incluam as ONG relevantes. A Alemanha sublinha que a solução para os problemas deve ser encontrada tão perto quanto possível da esfera onde os mesmos surgem, isto é, localmente. A estrutura federal e o aval federal para os governos locais significa que a nível regional e local podem ser implementadas estratégias diferentes para combater a pobreza e a exclusão social. As autoridades locais estão também activamente envolvidas

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