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acompanhar as políticas e as medidas para reduzir a pobreza e garantir que as mesmas beneficiam equitativamente homens e mulheres, que não aprofundam desigualdades e que promovem a igualdade.

Nove Estados-Membros melhoraram o apuramento de dados repartidos por sexo. Seis (Grécia, França, Irlanda, Portugal, Países Baixos e Luxemburgo) dispõem de uma repartição por sexo muito incompleta, embora haja dados disponíveis na maior parte dos casos. Quanto à França e ao Luxemburgo, está previsto um desenvolvimento mais aprofundado dos dados neste domínio, através dos serviços nacionais de estatística.

A segunda etapa consiste em aproveitar activamente as estatísticas para analisar a dimensão de género. A Suécia e a Áustria utilizam dados repartidos por sexo na maior parte dos capítulos dos respectivos planos nacionais. As estatísticas apresentadas pela Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Espanha e Reino Unido permitiram aprofundar consideravelmente as análises. Os estudos empreendidos pela Irlanda, Reino Unido e Países Baixos limitam-se essencialmente ao mercado de trabalho. A Alemanha levou a sua análise um pouco mais longe, referindo a penetração da Internet. Por fim, a Dinamarca concentrou-se na questão do género nos grupos mais vulneráveis relativamente aos quais há poucos dados estatísticos, estando previstos novos inquéritos.

Estes os motivos pelos quais é por vezes limitada a coerência entre o que revelam as estatísticas dos PAN e os desafios identificados. Os dados relativos aos indicadores comuns (cf. anexo) demonstram que há diferenças entre homens e mulheres no que se refere aos riscos de pobreza em função da idade, tipo de agregado familiar e nível educativo. Estas diferenças deveriam suscitar análises mais aprofundadas da questão do género, tendo em conta outros factores, como a inactividade, o estatuto profissional, a saúde, as responsabilidades de assistência a filhos e a necessidade cada vez mais premente de serviços de cuidados no domicílio a pessoas com deficiência, doentes graves e idosos.

A terceira etapa, após a análise da questão do género, consiste na avaliação do impacto sobre homens e mulheres das políticas e das medidas. Esta avaliação contribui para integrar eficazmente a dimensão da igualdade entre os sexos e permite também adaptar as políticas de uma forma mais aprofundada. Um exercício mais restrito de avaliação do impacto nos géneros conduz muitas vezes a meros ajustamentos marginais. Só três Estados-Membros estão a trabalhar no sentido de alargar o âmbito das respectivas avaliações. A Suécia e a Dinamarca impuseram este exercício às respectivas autoridades locais. A Irlanda, por seu lado, realizou uma avaliação do impacto de 130 medidas enquanto parte do seu plano de desenvolvimento nacional.

Escassas metas quantitativas repartidas por sexo

Poucos são os Estados-Membros que fixaram metas quantitativas para além das que constam da Estratégia Europeia de Emprego. A Suécia especifica a maior parte dos seus objectivos em relação a homens e a mulheres. As metas da Alemanha em matéria de igualdade dizem respeito à formação em tecnologias da informação e à utilização da Internet. A Áustria tenciona reduzir o fosso entre homens e mulheres no que se refere à pensão mínima. A Grécia fixou um objectivo indirecto de igualdade relativamente à disponibilidade de estruturas para as crianças que vai muito mais longe do que a

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