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Todos os planos nacionais utilizam os indicadores comuns. Fazem-no de várias formas e com intensidades distintas. Muitos Estados-Membros (Bélgica, Grécia, Espanha, Itália, Luxemburgo, Portugal e Finlândia) fazem uma análise circunstanciada da situação da pobreza e da exclusão social com base nos indicadores comuns e nos indicadores nacionais que os apoiam ou evidenciando aspectos relevantes da respectiva situação nacional. Porém, esta análise não está devidamente integrada no cerne de cada plano nacional, isto é, na formulação da estratégia política de combate à exclusão social e à pobreza. Importa ter presente que a Grécia, Espanha e Portugal fixam metas quantificadas globais para a redução da taxa de risco de pobreza, sendo que a Grécia utiliza os indicadores para identificar os principais desafios e inclui metas específicas para os idosos e as crianças. Todavia, os indicadores não são utilizados para efeitos de acompanhamento político ou de programação, nem são fixadas metas intermédias para o período de vigência do plano nacional.

Por outro lado, a Irlanda e o Reino Unido recorrem com frequência aos indicadores comuns paralelamente às definições nacionais de pobreza utilizadas na respectiva estratégia nacional de combate à pobreza e à exclusão social. Estes países são também mais exaustivos na definição de metas num vasto conjunto de domínios políticos abrangidos pelos Objectivos Comuns. Todavia, fazem-no essencialmente com base em indicadores nacionais, respeitando os processos nacionais de formulação de políticas e respectivo acompanhamento, na área da inclusão social. Também o PAN francês prevê para efeitos de acompanhamento do plano uma ampla utilização de indicadores, elaborando um sistema exaustivo que combina indicadores comuns e nacionais, de resultados e de políticas.

A Áustria, Dinamarca, Alemanha e Países Baixos utilizam de forma limitada os indicadores comuns, por diferentes motivos. O PAN dinamarquês coloca a tónica nos grupos vulneráveis para os quais a cobertura dos indicadores de Laeken é escassa ou inexistente. Nos PAN austríaco e alemão, por outro lado, os indicadores servem apenas para enquadrar as análises. Por fim, o PAN neerlandês utiliza os indicadores de Laeken apenas para efeito de comparação do seu desempenho com o de outros países da UE. A estratégia que apresenta recorre em grande medida a indicadores nacionais, essencialmente de política. Mesmo a taxa de risco de pobreza é calculada com referência ao nível de rendimento mínimo nacional (limiar fixado em 101% deste nível).

A utilização dos indicadores no PAN dos Países Baixos suscita a questão da falta de uma ligação clara entre os indicadores comuns e os instrumentos políticos. O PAN aponta, por exemplo, o impacto do ciclo económico nos resultados, um dado que não pode ser controlado pelos políticos. Acresce que nas áreas onde o governo central tem pouca influência, o plano neerlandês optou por indicadores essencialmente qualitativos e relacionados com as políticas. Estas objecções à utilização de indicadores comuns só são justificadas numa certa medida. As iniciativas no domínio da estratégia de emprego conhecem problemas idênticos aos que se registam na área da inclusão social, a saber, que o desempenho em termos de crescimento do emprego e da oferta de mão-de-obra está directamente relacionado com a evolução económica e demográfica. Todavia, a utilização de indicadores (e metas) de resultados está mais consolidada e assenta num importante corpo de informação teórica. Em consequência, a sua utilização na esfera política é

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